×

Advogado com Histórico Sombrio é Preso Após Atropelar e Matar Mulher em MT

Advogado com Histórico Sombrio é Preso Após Atropelar e Matar Mulher em MT

temp_image_1769490666.011989 Advogado com Histórico Sombrio é Preso Após Atropelar e Matar Mulher em MT



Advogado com Histórico Sombrio é Preso Após Atropelar e Matar Mulher em MT

Advogado com Histórico Sombrio é Preso Após Atropelar e Matar Mulher em MT

Paulo Roberto Gomes dos Santos, o advogado preso em flagrante nessa terça-feira (20/1) após atropelar e matar Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande (MT), possui um passado marcado por crimes brutais. A prisão reacendeu o debate sobre a ética profissional e a necessidade de rigorosa investigação de antecedentes.

O caso atual chocou a população local. Ilmis Dalmis foi atingida pelo veículo Fiat Toro conduzido pelo advogado, tendo seu corpo partido ao meio. Segundo relatos, a vítima já estava próxima de alcançar o canteiro central quando foi atropelada. A tragédia foi agravada por um segundo veículo, um Fiat Strada, que também atingiu o corpo da mulher.

Um Histórico de Violência

A investigação revelou que este não é o primeiro envolvimento de Paulo Roberto com a justiça. No final da década de 1990, quando atuava como policial civil no Rio de Janeiro, ele assassinou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca. Após o crime, fugiu para Mato Grosso, adotando o nome falso de Francisco de Ângelis Vaccani Lima para evitar a identificação.

Em 2004, a violência se repetiu. Paulo Roberto matou sua companheira, Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, após suspeitar de traição. A estudante de enfermagem foi atraída para uma emboscada em um motel, asfixiada e brutalmente morta. O corpo de Rosemeire teve os dedos arrancados e a cabeça separada, sendo posteriormente jogada em um rio.

Condenações e Situação na OAB

Em 2006, Paulo Roberto foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado Eduardo da Rocha Coelho. No ano seguinte, recebeu uma pena de 19 anos pelo crime contra Rosemeire Maria da Silva. Apesar do histórico criminoso, o registro do advogado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) constava como “situação regular” até a sua prisão mais recente.

Investigação e Flagrante

Após o atropelamento, o advogado tentou fugir do local, mas foi localizado pela Deletran no Shopping de Várzea Grande. Em seu depoimento, ele negou ter atropelado a vítima, alegando que foi o carro dela que atingiu o seu. No entanto, as imagens das câmeras de segurança contradizem sua versão, mostrando que Ilmis estava prestes a concluir a travessia quando foi atingida. A polícia constatou que o motorista tinha amplo campo de visão e não tentou frear ou desviar.

Diante das evidências, foi lavrado o flagrante de homicídio doloso por dolo eventual, caracterizando a assunção do risco de causar o acidente e a morte da vítima. O caso levanta questionamentos sobre a fiscalização e o acompanhamento de profissionais com histórico de violência.

Para mais informações, consulte a reportagem original no Metrópoles.


Compartilhar: