Guillaume Cizeron e Laurence Fournier Beaudry Brilham em Milan, Mas Polêmicas Fora do Gelo Ameaçam Foco

Guillaume Cizeron e Laurence Fournier Beaudry: Performance de Destaque em Meio a Controvérsias
Os Estados Unidos assumiram a liderança na competição por equipes em Milan, nesta sexta-feira, no Campeonato Mundial de Patinação Artística. Antes do programa curto masculino (previsto para as 19h45), os atuais campeões superam o Japão por dois pontos e a Itália por três. A França, com 17 pontos, ainda tem chances de se classificar para a rodada final reservada às cinco melhores nações, desde que Kevin Aymoz termine pelo menos duas posições à frente do canadense Stephen Gogolev.
“Todos fizeram o trabalho deles”, avaliou Djamel Cheikh, o diretor técnico da equipe francesa. A dupla Laurence Fournier Beaudry e **Guillaume Cizeron** foram os primeiros a entrar em ação, atraindo grande atenção. Os campeões europeus melhoraram significativamente sua pontuação da temporada (89,98 pontos contra 87,56 na final do Grand Prix). Um resultado positivo, apesar de ficarem atrás dos tricampeões mundiais americanos, Madison Chock e Evan Bates (91,06 pontos).
A análise detalhada da pontuação revela que as duas duplas, que treinam juntas em Montreal, tiveram um desempenho semelhante nos componentes artísticos (apenas 5 milésimos de diferença a favor dos americanos). A diferença na pontuação técnica não reside no valor dos elementos, mas sim em melhores GOE (graus de execução) para Chock-Bates na sequência de passos e na coreografia, enquanto os franceses se destacaram no levantamento.
Com o olhar voltado para a prova individual e a dança rítmica (9 de fevereiro), os dois casais favoritos ao título olímpico demonstraram que a disputa será acirrada. No entanto, a participação de Fournier Beaudry e **Guillaume Cizeron** não se limitou a aspectos puramente esportivos.
Pressão da Imprensa e Acusações
Nos últimos dois dias, a imprensa americana tem acompanhado de perto a dupla francesa, buscando declarações e informações. Durante a coletiva de imprensa da equipe francesa, realizada na vila olímpica na quinta-feira, três jornalistas americanos estiveram presentes para questionar os atletas. Perguntaram, inclusive, se o livro de Gabriella Papadakis, onde ela critica seu antigo parceiro, havia afetado **Guillaume Cizeron**. Ele, que já havia emitido uma declaração sobre o assunto, limitou-se a responder: “Já disse tudo o que tinha a dizer”.
Na sexta-feira, a situação se intensificou. Christine Brennan, editorialista do USA Today, foi a primeira a divulgar em 2024 a acusação contra Nikolaj Sorensen, companheiro e ex-parceiro de Laurence Fournier Beaudry, suspenso por seis anos por alegações de “abuso sexual”. A jornalista, acompanhada por uma dezena de colegas americanos, aproveitou a zona mista para questionar os franceses: “A vítima da suposta agressão sexual me escreveu hoje dizendo que, ao defender Nikolaj Sorensen, vocês estão criando um clima perigoso para que outras pessoas se manifestem. Que mensagem vocês estão enviando às vítimas?”
Fournier Beaudry, mantendo a compostura, respondeu: “Já dissemos tudo o que tínhamos a dizer sobre o assunto e estamos concentrados nos Jogos Olímpicos”. Após uma insistência da imprensa, ela desviou o olhar e aguardou uma pergunta sobre o esporte, que não veio. Proteger-se de um clima viciado em um contexto que escapa ao seu controle tem se mostrado um desafio.
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