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Penduricalhos: O que são, por que o STF os suspendeu e o que muda para servidores públicos

Penduricalhos: O que são, por que o STF os suspendeu e o que muda para servidores públicos

temp_image_1771938015.609848 Penduricalhos: O que são, por que o STF os suspendeu e o que muda para servidores públicos



Penduricalhos: O que são, por que o STF os suspendeu e o que muda para servidores públicos

Entenda a polêmica dos ‘Penduricalhos’ e o impacto da decisão do STF

Em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, liderou uma reunião crucial com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. O tema central? A suspensão dos pagamentos de verbas indenizatórias, popularmente conhecidas como “penduricalhos“.

O que são os Penduricalhos?

A expressão ‘penduricalho‘ refere-se a uma série de verbas indenizatórias, gratificações e auxílios adicionados ao salário base dos servidores públicos. Essas vantagens visam compensar gastos relacionados ao exercício da função ou ressarcir direitos não utilizados. No entanto, a prática tem sido questionada por ultrapassar o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19.

A Decisão do STF e o Papel dos Ministros

A iniciativa de suspender os pagamentos partiu dos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, que tomaram decisões individuais nesse sentido. Dino estabeleceu um prazo de 60 dias para que os Três Poderes revisem os pagamentos e eliminem aqueles sem justificativa legal. Além disso, solicitou a aprovação de uma lei geral para regulamentar essas verbas.

A reunião convocada por Fachin representa o início de um debate mais amplo sobre o assunto. Existe a preocupação de que o prazo estabelecido por Dino seja inviável, considerando o ano eleitoral e as prioridades do Legislativo.

O que está em jogo?

O plenário do STF se prepara para decidir se mantém ou revoga as deliberações de Dino. Diversas entidades já acionaram o Supremo, buscando participar do debate e questionar as restrições impostas. A discussão envolve a legalidade das verbas, a independência dos poderes e a necessidade de controle dos gastos públicos.

Gilmar Mendes e a Regulamentação dos Pagamentos

Em uma decisão complementar, o ministro Gilmar Mendes determinou que os ‘penduricalhos‘ só poderão ser pagos a servidores do Judiciário e do Ministério Público se estiverem expressamente previstos em lei aprovada pelo Congresso Nacional. Ele também estabeleceu prazos para a suspensão de pagamentos baseados em leis estaduais ou atos administrativos.

A argumentação de Mendes se baseia na Constituição, que determina que os magistrados recebam 90% do subsídio dos ministros do STF, garantindo a independência do Judiciário. Ele ressalta que a criação de verbas indenizatórias por decisões administrativas ou leis estaduais é incompatível com esse princípio.

Reuniões e Debates em Curso

Flávio Dino já se reuniu com representantes de juízes, membros do Ministério Público, tribunais de contas e do Legislativo. Durante o encontro, foram levantados pontos como a defasagem salarial e a possibilidade de legalização de alguns ‘penduricalhos‘. As entidades argumentaram que as regras do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público já controlam e dificultam pagamentos irregulares.

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