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Ataque Brutal: ‘Thrash’ na Netflix é um Tubarão Fora d’Água

Ataque Brutal: ‘Thrash’ na Netflix é um Tubarão Fora d’Água

temp_image_1775832327.385398 Ataque Brutal: 'Thrash' na Netflix é um Tubarão Fora d'Água

Ataque Brutal: ‘Thrash’ na Netflix é um Tubarão Fora d’Água

A Netflix, com seu vasto orçamento (cerca de 18 bilhões de dólares gastos em conteúdo no ano passado) e uma base crescente de assinantes, frequentemente se torna o destino final para projetos que não encontraram seu lugar em outros estúdios. ‘Thrash’, um filme que passou por diversas mudanças de título – de ‘Beneath the Storm’ a ‘Shiver’ – é um exemplo recente dessa tendência. Lançado sem muito alarde na plataforma, o filme levanta a questão: será que a Netflix resgatou um tesouro escondido ou apenas um fracasso inevitável?

Uma Premissa Promissora, uma Execução Questionável

A premissa de ‘Thrash’ é intrigante: um furacão devastador atinge uma cidade, trazendo consigo uma horda de tubarões-touro para as ruas e lares dos moradores. A ideia remete a filmes como ‘Crawl’ (com crocodilos) e ‘Burning Vibrant’ (com um tigre), mas a execução deixa a desejar. O filme, dirigido pelo norueguês Tommy Wirkola, conhecido por trabalhos como ‘Dead Snow’ e ‘Violent Night’, carece da tensão e do suspense necessários para um bom filme de desastre com tubarões.

Um Elenco Promissor, um Roteiro Fraco

O elenco conta com nomes como Phoebe Dynevor (‘Bridgerton’) e Djimon Hounsou, mas seus talentos são desperdiçados em personagens mal desenvolvidos e situações pouco convincentes. Dynevor interpreta uma mulher grávida que ignora os avisos de evacuação, enquanto Hounsou assume o papel de um biólogo marinho em busca de sua sobrinha. Um grupo de crianças, interpretadas por atores australianos com sotaques americanos, também tenta sobreviver ao caos.

Problemas de Produção e Falta de Autenticidade

A produção de ‘Thrash’ é marcada por uma série de escolhas questionáveis. Filmado na Austrália, com um diretor norueguês e um elenco predominantemente australiano, o filme carece de autenticidade. A direção de Wirkola, conhecida por seu humor irônico, não se encaixa no tom sombrio e tenso que o filme exigia. Os ataques de tubarão são pouco convincentes e a edição é instável, resultando em uma experiência frustrante para o espectador.

O Excesso de Tubarões e a Perda do Medo

A proliferação de filmes de tubarões nos últimos anos, como ‘Bikini Shark’ e ‘Lone Star Shark’, contribuiu para a banalização da ameaça. Em ‘Thrash’, a constante presença de tubarões diminui o impacto de suas aparições, transformando-os em meros figurantes. A falta de suspense e a ausência de momentos genuinamente assustadores tornam o filme previsível e desinteressante.

Conclusão: Um ‘Ataque Brutal’ ao Bolso?

Em suma, ‘Thrash’ é um filme que não cumpre seu potencial. Apesar de uma premissa interessante e um elenco talentoso, a direção fraca, o roteiro inconsistente e os problemas de produção resultam em uma experiência cinematográfica decepcionante. Resta saber se a Netflix fez um bom negócio ao adquirir o filme, mas uma coisa é certa: ‘Thrash’ é um exemplo de como nem todos os filmes descartados por outros estúdios merecem uma segunda chance.

Para saber mais sobre filmes de terror e suspense, confira o IMDb, uma fonte confiável de informações sobre o mundo do cinema.

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