×

Carolyn Bessette Kennedy: A Mulher Por Trás do Ícone de Estilo

Carolyn Bessette Kennedy: A Mulher Por Trás do Ícone de Estilo

temp_image_1771782505.238685 Carolyn Bessette Kennedy: A Mulher Por Trás do Ícone de Estilo

Carolyn Bessette Kennedy: A Mulher Por Trás do Ícone de Estilo

Muito se fala sobre a estética impecável de Carolyn Bessette-Kennedy na nova série do Disney+, “História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette”. Mas, para além do tom perfeito do loiro ou da Birkin ideal (uma nº 40, para os curiosos), é crucial conhecer a mulher por trás da imagem. Aqueles que a conheciam descrevem Carolyn como afetuosa, gentil e acolhedora. Já para o público, ela era frequentemente vista como esquiva e misteriosa.

Após se casar com John F. Kennedy Jr. em 21 de setembro de 1996, Carolyn optou por manter sua vida privada, evitando entrevistas e declarações públicas. Apenas dois fragmentos de sua voz foram registrados: um trecho de oito segundos durante a cobertura do Fire and Ice Ball em 1998, e outro de três segundos no evento Newman’s Own/George Awards em maio de 1999 – apenas dois meses antes de sua trágica morte.

Um Legado Interrompido

Carolyn faleceu em um acidente aéreo, ao lado de seu marido e de sua irmã mais velha, Lauren Bessette, em 16 de julho de 1999. Em uma era anterior à onipresença das redes sociais, ela nunca teve a oportunidade de envelhecer ou de narrar sua própria história. Muitos a conhecerão apenas através da representação na série.

A série reacende o interesse pela vida de Carolyn, mas é fundamental lembrar que ela era muito mais do que um ícone de moda. Era uma mulher complexa, com uma personalidade vibrante e um coração generoso.

A Moda Como Linguagem

Devido ao seu silêncio em público, Carolyn utilizava a moda como uma forma de expressão. Conhecida por sua estética clássica e minimalista, ela era uma verdadeira mulher de moda, tendo trabalhado com relações públicas na Calvin Klein antes do casamento. No entanto, a moda era apenas uma faceta de sua personalidade multifacetada.

Em entrevista ao The Daily News, a amiga Colleen Curtis ressaltou que Carolyn “adorava rir”. “Muitos de seus amigos lamentam que ela seja lembrada principalmente como um ícone de estilo. Carolyn também deveria ser lembrada por sua gentileza, generosidade, senso de humor, compaixão e, acima de tudo, por seu grande senso de diversão”.

Uma Alma Autêntica

Michelle Kessler, autora do livro “Once Upon a Time: The Captivating Life of Carolyn Bessette-Kennedy”, afirmou que Carolyn “teria rido de ser chamada de ícone de moda”. Ela não buscava ser nada disso; apenas desejava viver uma vida interessante e autêntica, sem interferências.

Carolyn era conhecida por sua capacidade de fazer as pessoas se sentirem especiais e únicas. Sua risada era marcante e sua presença iluminava qualquer ambiente. Ela era uma leitora ávida, apaixonada por Charlotte Brontë e Henry James, e possuía um senso de humor refinado.

A Conquista de JFK Jr.

Ao conhecer John F. Kennedy Jr. no início dos anos 1990, Carolyn não se impressionou com sua fama ou status. Ela era direta, honesta e não se curvava à sua influência. Essa autenticidade foi o que o conquistou. Quando ele a pediu em casamento, em 1995, ela respondeu: “Vou pensar”.

Amigos próximos relatam que Carolyn era uma pessoa compassiva e que se importava profundamente com os outros. Ela confrontava John quando ele estava errado, demonstrando sua força e independência.

Uma História de Vida Inspiradora

Nascida em White Plains, Nova York, Carolyn passou por um divórcio dos pais na infância e se mudou para Greenwich, Connecticut. No ensino médio, foi eleita a mais bela de sua turma e estudou pedagogia na Universidade de Boston. Tentou a carreira de modelo e foi capa do calendário “The Girls of BU”.

Na Calvin Klein, Carolyn ascendeu rapidamente, começando como vendedora e se tornando diretora de publicidade. Ela tinha uma ética de trabalho incansável e uma capacidade única de conectar-se com as pessoas.

Carolyn Bessette Kennedy foi uma mulher extraordinária, cuja vida foi interrompida tragicamente cedo. Sua história continua a inspirar e a fascinar, lembrando-nos da importância de ser autêntico, gentil e compassivo.

Fonte: Forbes

Compartilhar: