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Erika Januza: A Força da Representatividade e Estilo em ‘A Nobreza do Amor’

Erika Januza: A Força da Representatividade e Estilo em ‘A Nobreza do Amor’

temp_image_1772890434.444286 Erika Januza: A Força da Representatividade e Estilo em 'A Nobreza do Amor'

Erika Januza e o Brilho da Cultura Africana em ‘A Nobreza do Amor’

A nova novela da Globo, ‘A Nobreza do Amor’, promete transportar o público para um universo rico em história, cultura e beleza, unindo a realeza africana ao vibrante litoral do Nordeste brasileiro. A trama, inspirada no livro de Mari Sales, acompanha a jornada de uma princesa africana que busca refúgio no Brasil, e a produção mergulhou de cabeça em referências autênticas para dar vida a essa narrativa envolvente.

Uma Imersão na Cultura Africana

Para garantir a fidelidade e o respeito à cultura africana, a equipe da novela contou com a consultoria de Maurício Camillo, renomado pesquisador da Guiné-Bissau, especialista em grandes reinos africanos. A direção de arte, sob o comando de Rafael Cabeça, também se dedicou a pesquisas aprofundadas sobre a cultura afro-brasileira.

“O povo da África ficou reduzido aos estereótipos de pobreza e doença, de savana ou até de atrasado, perpetuado enquanto pobre e associado ao crime e à corrupção. É esse retrato que aparece nos filmes e algumas novelas. ‘A Nobreza do Amor’ traça outro caminho, trazendo outras formas de viver existentes na África em suas múltiplas culturas, que também podem ser mostradas”, afirma Maurício Camillo em entrevista ao Splash.

O Reino de Batanga: Uma Mistura de Inspirações

O reino fictício de Batanga foi meticulosamente construído a partir de um mosaico de referências de povos como iorubá, bantu e masai. A figurinista Marie Salles ressalta a responsabilidade em contar a história de um povo, especialmente quando se trata de ancestralidade, cultura e simbolismos reais.

Figurinos que Contam Histórias

Os figurinos de ‘A Nobreza do Amor’ são verdadeiras obras de arte, carregadas de significado e detalhes. A família real de Batanga veste peças com padrões exclusivos desenvolvidos em tear, inspirados no Aso Oke, tecido artesanal iorubá associado à nobreza. Tons de dourado e vermelho, cores emblemáticas do reino, predominam, transmitindo imponência e poder.

A princesa Alika, interpretada por Duda Santos, utiliza tecidos produzidos com a técnica de tingimento africana shiburi, adornados com estampas feitas com carimbos, foil e aplicações de pó de ouro. Ao assumir a identidade de Lúcia no Brasil, a personagem adota um estilo steampunk, com elementos que remetem ao ouro que usava como princesa.

Em contraste, o vilão Jendal, vivido por Lázaro Ramos, veste figurinos escuros, em preto, cobre e marrom, simbolizando seu distanciamento do poder. A caracterização de Jendal, com cabelos estruturados inspirados em serpentes e escorpiões, é um dos destaques da novela.

Transformação e Contemporaneidade

Kênia, filha do vilão, interpretada por Nikolly Fernandes, passa por diversas transformações ao longo da trama, com sete estruturas de cabelo exclusivas que geram cerca de 20 visuais diferentes, refletindo seu estilo contemporâneo e exibicionista.

A Estética Brasileira e o Encontro de Culturas

Em Barro Preto, a cidade fictícia brasileira da história, a estética se inspira em balneários franceses dos anos 1920, com uma paleta de cores que mistura os tons terrosos das falésias com os azuis e verdes do mar. Cada personagem possui uma marca registrada, como Tonho, o único que veste jeans, e Mirinho, com suas roupas de alfaiataria sob medida e relógios de pulso.

A rivalidade entre Marta e Graça se manifesta através de visuais opostos: Marta aposta na elegância art déco, enquanto Graça exagera no estilo al mare, com acessórios inspirados no mundo marinho.

Detalhes que Fazem a Diferença

A caracterização dos personagens africanos se destaca pelo uso de foscos e brilhos nas peles e cabelos, reforçando os tons avermelhados do reino sob o sol intenso. Pinturas corporais, escarificações e alargadores de orelha também fazem parte da estética de Batanga.

Com mais de 200 perucas, a maioria modulares, ‘A Nobreza do Amor’ oferece uma variedade impressionante de combinações de penteados, tranças, dreads e cabelos adornados com pedras.

A novela ‘A Nobreza do Amor’ é um exemplo de como a televisão pode celebrar a diversidade cultural e promover a representatividade, oferecendo ao público uma experiência visualmente deslumbrante e emocionalmente envolvente.

Leia mais sobre os bastidores da novela:

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