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Harry Styles: Novo Álbum ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’ Explora Novos Horizontes Musicais

Harry Styles: Novo Álbum ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’ Explora Novos Horizontes Musicais

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Harry Styles: Novo Álbum ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’ Explora Novos Horizontes Musicais

Harry Styles Reinventa-se em ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’

Por Dora Guerra, g1 – 04/03/2026 18h27 | Atualizado 04/03/2026

Harry Styles, o ex-integrante do One Direction que conquistou o mundo com sua música e estilo, está de volta com um álbum que promete surpreender até mesmo seus fãs mais dedicados. Lançado nesta sexta-feira (6), “Kiss All The Time. Disco, Occasionally” marca uma nova fase na carreira do artista, explorando sonoridades e experimentações que o diferenciam de seus trabalhos anteriores.

Um Respiro e Uma Nova Inspiração

Após o sucesso e a controvérsia em torno de “Harry’s House” (2022) – que lhe rendeu o Grammy de Álbum do Ano, superando Beyoncé – e o burburinho em torno de “Não Se Preocupe, Querida”, Harry Styles decidiu se afastar dos holofotes. Essa pausa foi crucial para sua reinvenção, permitindo que ele se reconectasse com a vida cotidiana e encontrasse novas fontes de inspiração.

Avistado em momentos simples como maratonas, passeios por Roma e até mesmo acompanhando o anúncio do novo Papa em 2025, Harry mergulhou em experiências que o aproximaram da realidade e o influenciaram artisticamente. Ele frequentou shows e baladas, observando a música e a dança de uma perspectiva diferente: do meio da multidão.

‘Kissco’: Uma Imersão em Novos Sons

Essa nova perspectiva se reflete na produção e na mixagem de “Kissco”, como o álbum carinhosamente apelidou pelos fãs. A voz de Harry Styles, frequentemente processada e envolta em efeitos, se integra à atmosfera vibrante das músicas, criando a sensação de estar no meio de uma festa. O álbum se distancia do pop rock nostálgico que o consagrou, abraçando um lado mais moderno e descolado.

Apesar do título que sugere uma forte influência disco, o álbum não se limita a essa sonoridade. Ele flerta com a música disco dos anos 80, mas com uma abordagem mais indie e experimental, lembrando bandas como Metronomy e Bloc Party, que marcaram o Lollapalooza nos anos 2010. Em faixas como “Aperture” e “Are You Listening Yet”, a influência de LCD Soundsystem é evidente.

Destaques e Experimentações

Um dos pontos altos do álbum é “Season 2 Weight Loss”, uma faixa com um ritmo desconstruído e uma interpretação vocal que beira a fala. Essa é a música mais ousada do disco e, por isso, uma das mais interessantes. Harry Styles abandona a estrutura tradicional do pop, explorando loops, sintetizadores e trechos instrumentais dançantes.

Apesar da predominância de sons eletrônicos, o álbum não se esquece dos instrumentos orgânicos, como piano, coros, cordas e uma bateria caprichada. A faixa “Dance No More” se destaca pelo seu groove funky, com linhas de baixo marcantes que remetem ao estilo de Prince.

Nem Tudo São Flores

Apesar de suas qualidades, o álbum apresenta algumas fragilidades. As baladas, especialmente “Paint by Numbers”, quebram o ritmo e a atmosfera construída ao longo do disco. Essa escolha parece indicar um certo receio de arriscar demais, o que é uma pena.

Um Novo Capítulo na Carreira de Harry Styles

Em suma, “Kiss All The Time. Disco, Occasionally” é um trabalho que traz um frescor à discografia de Harry Styles. O artista demonstra coragem ao explorar novos caminhos e se reinventar, sem medo de desagradar os fãs. Afinal, é essa busca por inovação que separa os artistas passageiros dos verdadeiros ícones da música. Rolling Stone elogiou a ousadia do álbum e a capacidade de Styles de se reinventar.

Até estrelas pop precisam viver, e Harry Styles encontrou em sua pausa a inspiração necessária para criar um álbum que celebra a vida, a música e a liberdade de expressão.


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