Mamonas Assassinas: A Emoção de um Encontro Inesquecível em Dracena e a Saudade que Permanece

Mamonas Assassinas: A Emoção de um Encontro Inesquecível em Dracena e a Saudade que Permanece
Três décadas após a trágica perda dos Mamonas Assassinas, a cidade de Dracena, no interior de São Paulo, ainda guarda na memória o show histórico que reuniu cerca de 14 mil pessoas em 10 de janeiro de 1996. A apresentação, realizada para arrecadar fundos para a manutenção de uma escola, aconteceu apenas dois meses antes do acidente aéreo que vitimou Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.
Entre os fãs presentes, uma menina de nove anos, Adrielle Brito Cavalari, viveu um momento mágico que jamais esquecerá: um encontro no camarim com os integrantes da banda, especialmente com seu ídolo, Dinho. Hoje, com 39 anos, Adrielle compartilha suas lembranças emocionantes com o g1 Presidente Prudente e Região.
Um Sonho Realizado no Camarinho
“Comecei a chorar porque queria ver os Mamonas. Eles chegaram em uma viatura tipo camburão, foi uma muvuca e quase fui atropelada”, recorda Adrielle. Graças à ajuda de um segurança, ela conseguiu chegar ao camarim e encontrar seus ídolos. “Entrei e fui direto ver o Dinho, ele era o meu preferido. Ele foi muito carinhoso e atencioso comigo e minha família, porque minha mãe e irmã também entraram.”
A fã relembra a alegria e a espontaneidade dos Mamonas: “Samuel fez cócegas e caretas para fazê-la rir, já que a pequena fã não parava de chorar de emoção. Lembro do Bento fingindo tocar guitarra e balançar as trancinhas, do Júlio no camarim andando pra lá e pra cá”. Adrielle se emociona ao descrever a energia do show: “Parece que passa um filme na minha cabeça, eu no meio da multidão e eles cantando, tem uma música que saía umas faíscas nas costas do Dinho, isso era novo, nunca tinha visto. Fiquei encantada.”
A Saudade que Não Diminui
Apesar do tempo, a saudade dos Mamonas Assassinas permanece viva no coração de Adrielle e de milhares de fãs em todo o Brasil. “Até hoje não consigo acreditar que eles se foram. Quando penso, dá um caroço na garganta. Eles eram jovens e tinham uma vida toda pela frente. Eles eram engraçados, cheios de vida e muito atenciosos, não tinha como não amar”, afirma a fã.
Ela se sente honrada por ter tido a oportunidade de conhecer a banda: “Me sinto honrada em ter conhecido eles, foi um privilégio que muitos queriam ter tido. Sempre serei fã e meu grande amor era o Dinho.”
Lembranças em Família e o Legado de Dinho
A família de Dinho também estava presente no show em Dracena. Ivanilde Ramos Ribeiro, tia de Dinho, compartilha suas lembranças do cantor: “Dinho era muito brincalhão, muito, muito. Ele não podia ver ninguém quieto, porque ele mexia. Mas um menino de ouro. Para ter ideia, ele foi criado no evangelho e, quando seguiu carreira, ele dizia: ‘se Deus quiser, eu vou chegar lá’ e chegou, né? Pouco tempo, mas chegou.”
Ivanilde acompanhava os shows dos Mamonas Assassinas e se emociona ao relembrar os momentos felizes. A perda precoce de Dinho e dos demais integrantes da banda ainda a entristece profundamente. A memória dos Mamonas Assassinas continua viva, inspirando gerações com seu humor irreverente e suas músicas inesquecíveis.
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