×

Mamonas Assassinas: A História, o Legado e a Homenagem Após 30 Anos

Mamonas Assassinas: A História, o Legado e a Homenagem Após 30 Anos

temp_image_1771676544.299347 Mamonas Assassinas: A História, o Legado e a Homenagem Após 30 Anos



Mamonas Assassinas: A História, o Legado e a Homenagem Após 30 Anos

Mamonas Assassinas: Uma Banda que Marcou Época

No dia 2 de março de 1996, o Brasil perdeu uma das bandas mais irreverentes e populares de sua história: os Mamonas Assassinas. Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, juntamente com o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto, faleceram em um trágico acidente aéreo na Serra da Cantareira. Agora, 30 anos depois, as famílias preparam uma homenagem emocionante.

A Exumação e a Homenagem Ecológica

Nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, os corpos dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados. Em um gesto de amor e respeito, as famílias decidiram que os restos mortais serão cremados e transformados em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade natal da banda. Uma forma de perpetuar a memória dos artistas de maneira sustentável e significativa.

O Voo Final e o Legado Musical

Na fatídica noite de 2 de março de 1996, os Mamonas Assassinas retornavam de um show em Brasília a bordo de um jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD. A aeronave, em uma tentativa de arremetida, chocou-se na Serra da Cantareira, ceifando a vida de todos a bordo. A perda foi sentida por milhões de fãs em todo o país.

Os Mamonas Assassinas estavam no auge de sua carreira. Com um estilo único e letras debochadas, como em sucessos como “Brasília amarela” e “Pelados em Santos”, a banda conquistou o Brasil. Seu primeiro e único álbum, lançado em junho de 1995, vendeu impressionantes 3 milhões de cópias, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais da música brasileira.

A Repercussão e a Comoção Nacional

O show em Brasília, realizado no Estádio Mané Garrincha, foi o último da turnê da banda no Brasil. Dinho, com sua energia contagiante e fantasia de coelhinho, encantou o público de cerca de 4 mil pessoas. Mal sabiam que seria a última vez que o veriam no palco.

A notícia da tragédia causou comoção nacional. O Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, recebeu mais de 30 mil pessoas no velório. Os fãs cantavam a plenos pulmões os sucessos da banda, em uma demonstração de amor e saudade. Mensagens emocionantes eram escritas em camisetas e expostas sobre os caixões, como “Você é dez” e “O céu estava precisando de alegria”.

Mais de cem mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre até o Cemitério Parque das Primaveras I. A Polícia Militar precisou conter a multidão, registrando 31 desmaios. Fãs agitavam galhos de mamona e cartazes improvisados, em uma homenagem emocionante aos seus ídolos.

Um Legado Inesquecível

Os Mamonas Assassinas deixaram um legado inesquecível na música brasileira. Sua irreverência, humor e talento conquistaram o coração de milhões de pessoas. Mesmo após 30 anos de sua partida, a banda continua sendo lembrada e celebrada por fãs de todas as idades. A homenagem das famílias, transformando seus restos mortais em árvores, é um símbolo de amor, respeito e esperança.

Para saber mais sobre a história da música brasileira, visite o site da AllMusic.


Compartilhar: