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Amber Glenn: A Patinação Artística, a Luta pela Saúde Mental e o Espírito Olímpico

Amber Glenn: A Patinação Artística, a Luta pela Saúde Mental e o Espírito Olímpico

temp_image_1771536477.658969 Amber Glenn: A Patinação Artística, a Luta pela Saúde Mental e o Espírito Olímpico

Amber Glenn: Uma Jornada de Resiliência e Paixão no Gelo

A patinadora artística americana Amber Glenn, correspondente sênior da TIME, conquistou o mundo com sua performance emocionante e sua defesa apaixonada da saúde mental e dos direitos LGBTQIA+. Sua estreia olímpica nos Jogos de Milano Cortina em 2026 foi marcada por altos e baixos, mas acima de tudo, pela demonstração de resiliência e determinação.

Um Salto Triplo e um Sonho Quase Alcançado

Glenn se destacou como uma das poucas patinadoras a executar um salto triplo axel no programa curto feminino em 17 de fevereiro, um feito que normalmente a colocaria na disputa por uma medalha. No entanto, um pequeno deslize em seu spin, como ela mesma descreveu, a desequilibrou e afetou sua performance em um salto triplo loop, resultando em apenas duas rotações completas.

“Eu sempre fui conhecida por usar o coração na manga, o que me torna relacionável, mas também dificulta esconder como me sinto”, confessou Glenn. “Naquele momento, foi devastador. Eu tinha feito o mais difícil e foi a coisa mais fácil, meu salto favorito, que simplesmente escapou de mim.”

A Dor da Perfeição e a Busca pela Alegria

A patinação artística exige precisão e perfeição, mas Glenn aprendeu da maneira mais difícil que nem sempre é possível controlar todos os aspectos de uma performance. A perda de pontos por não completar o salto triplo foi irreparável, mas a dor mais profunda veio da perda da alegria e do prazer que ela tanto almejava sentir no gelo.

“Você não pode voltar no tempo”, lamentou Glenn. “Eu não pude sair do gelo como vejo em outros esportes, onde você comete um erro e simplesmente desaparece. Eles esperam que você sorria e continue performando, como se estivesse se divertindo, quando, na realidade, seus sonhos acabaram de ser destruídos.”

O Crescimento e o Apoio das ‘Blade Angels’

A jornada de Glenn é um testemunho de seu crescimento pessoal e profissional. Seu treinador, Damon Allen, ressaltou que ela aprendeu a lidar com os erros e a continuar lutando, mesmo quando as coisas não saem como planejado. Esse aprendizado foi evidente em sua capacidade de completar o restante do programa curto, buscando o máximo de pontos possíveis em sua coreografia, spins e sequência de passos.

O apoio de suas companheiras de equipe, Alysa Liu e Isabeau Levito, também foi fundamental. Juntas, elas formam o trio conhecido como ‘Blade Angels’, que se destaca não apenas por suas conquistas na patinação, mas também por sua amizade incomum e sua determinação em quebrar o molde do ambiente rígido e controlador que historicamente caracterizou o esporte.

“Alysa estava lá para me dar um grande abraço e me confortar”, disse Glenn. “Eu estava dizendo a ela para aproveitar, parabéns, e me preocupando mais em vê-la feliz do que em me confortar. Mas ela não se importava. Era apenas mais um dia para ela, e acho que é isso que torna sua atitude em relação ao esporte tão incrível. Ela consegue ver isso como algo puro e divertido.”

Um Legado de Inspiração e Resiliência

Apesar dos desafios, Amber Glenn continua a inspirar com sua paixão, sua coragem e sua defesa da saúde mental. Sua jornada olímpica é um lembrete de que o sucesso não se mede apenas por medalhas, mas também pela capacidade de superar obstáculos, aprender com os erros e nunca desistir de seus sonhos. Para saber mais sobre a importância da saúde mental no esporte, visite a página do governo americano sobre saúde mental.

“Eu fiz tudo o que pude para me preparar para isso, mas nada pode te preparar para uma Olimpíada a menos que você já tenha participado de uma”, refletiu Glenn. “Eu fiz um progresso tremendo. Eu nunca pensei que estaria onde estou hoje. Então, eu tenho que refletir e me lembrar disso.”

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