Botafogo FC: Guerra Civil nos Bastidores Ameaça o Futuro do Clube?

Botafogo FC: A “Guerra Civil” que Ameaça o Clube
A situação no Botafogo Futebol Clube está longe de ser tranquila. Em um cenário que lembra um verdadeiro “tira casaco, bota casaco”, a linha do tempo de acontecimentos registrada na Companies House, órgão de registro de empresas no Reino Unido, revela uma intensa disputa pelo controle da Eagle Bidco, empresa que detém 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo.
O que está acontecendo?
Sob pressão, John Textor, proprietário da Eagle Football Holdings, classificou o cenário atual como uma “guerra civil”. A Companies House, que funciona de forma similar à Junta Comercial brasileira, registra as movimentações das empresas, mas as informações publicadas nem sempre refletem a realidade jurídica. Em muitos casos, representam apenas o retrato da disputa em andamento.
As atualizações mais recentes indicam uma série de mudanças na diretoria da Eagle Bidco. Em 29 de janeiro, John Textor reassumiu o cargo de diretor, mas em 4 de fevereiro, o britânico Robin James Mostyn Pugh foi nomeado para a função, em uma manobra da Ares Capital Corp.
A Origem do Conflito: Uma Dívida de US$ 450 Milhões
A raiz do problema reside em uma dívida de US$ 450 milhões que John Textor contraiu com a Ares Capital em 2022 para a compra do Lyon, clube francês. Como o pagamento não foi realizado, a Ares busca assumir o controle da Eagle Bidco, alegando ter direito a isso. A situação já afetou o Lyon, onde Michele Kang assumiu o controle do dia a dia, afastando Textor.
Impacto no Botafogo
Apesar da turbulência nos bastidores, John Textor segue controlando a SAF do Botafogo, amparado por uma liminar na Justiça do Rio. No entanto, essa situação é provisória, e o processo de arbitragem em curso no Brasil coloca as partes em confronto direto.
A Ares demonstra um forte engajamento em tomar o controle da Eagle Bidco, mesmo com Textor resistindo. Para entender a estrutura, a Eagle Bidco é uma empresa “filha” da Eagle Midco, que por sua vez é controlada por Textor. Ambas fazem parte da Eagle Football Holdings, a empresa “avó”.
A Versão de John Textor
Em nota oficial, Textor afirmou que não há disputa quanto ao controle da Eagle Midco e da Eagle Football Holdings. Ele alega que as trocas na diretoria da Eagle Bidco visam resolver supostos erros nas prestações de contas e a suposta existência de um acordo para gerir o Lyon fora da Eagle. A Ares tentou reintegrar Hemen Tseayo e Stephen Welch à diretoria, mas ambos confirmaram que foram nomeados sem seu consentimento, o que contraria a legislação local.
O Futuro Incerto
A disputa entre Textor e a Ares se intensificou a partir de 25 de janeiro, e nada indica uma resolução pacífica no momento. A “guerra civil” nos bastidores do Botafogo continua, com o futuro do clube em jogo. Acompanhar de perto os desdobramentos na Justiça e nos processos de arbitragem será crucial para entender o destino da SAF alvinegra.
Para mais informações sobre o mercado do futebol e as finanças dos clubes, consulte o Lance! e o Globo Esporte.
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