Losail International Circuit: Crise de Pneus Pirelli e a Inflexibilidade da FIA

Drama Crescente no Deserto: FIA Mantém Mudanças no Circuito Internacional de Losail Após Alertas da Pirelli sobre Pneus
O Circuito Internacional de Losail, palco de intensa velocidade e emoção na Fórmula 1, encontra-se novamente no centro de uma polêmica, desta vez envolvendo a segurança dos pneus da Pirelli. Após relatos alarmantes de cortes nos compostos, atribuídos à presença de detritos das novas áreas de escape de brita, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tomou uma decisão firme: nenhuma alteração será feita na pista antes das próximas sessões.
A Origem do Problema: Novas Áreas de Brita em Losail
A Pirelli, fornecedora oficial de pneus da F1, expressou sua profunda preocupação após a sessão de treinos, indicando que os cortes foram “causados por cascalho puxado para a pista por carros que saíram para as novas caixas de brita”. Três novas faixas de brita foram estrategicamente adicionadas este ano nas curvas 6, 10 e 16 do Circuito Internacional de Losail, além de uma extensão na já existente caixa de brita da curva 14. A gravidade da situação levanta questões cruciais sobre a segurança de pista F1 e a integridade da corrida, que se desenrolará sob o olhar atento de todos os entusiastas do automobilismo.
Histórico de Desafios no GP do Qatar
Esta não é a primeira vez que o circuito do Qatar apresenta desafios para os pneus. Há dois anos, a Pirelli já havia detectado risco de falha em seus compostos após o primeiro dia de treinos, levando a FIA a reconfigurar os limites da pista em diversos pontos. Em 2023, a primeira sessão de sábado foi até adiada, e um tempo extra de treino concedido aos pilotos para avaliar as mudanças. Naquela ocasião, a culpa recaiu sobre a severidade das zebras, instaladas para desencorajar os pilotos a excederem os limites de pista. Agora, o foco se volta para as chamadas gravel traps Losail – as novas áreas de brita.
A Resposta da FIA e Pirelli: Monitoramento e Pressão
Apesar da situação preocupante e dos alertas da Pirelli, a FIA não cederá às pressões para reverter as modificações. Entende-se que as novas áreas de escape permanecerão inalteradas antes da corrida sprint e da qualificação do Grande Prêmio. Por sua vez, a Pirelli, como medida preventiva, aumentou as pressões mínimas dos pneus em 1 psi para as sessões de hoje. Tanto a FIA quanto a Pirelli prometem monitorar a situação de perto, indicando que o GP do Qatar 2025 será um teste rigoroso para os compostos e para a gestão de riscos.
Vozez Divergentes: O Dilema da Brita
A adição de mais brita nas áreas de escape tem sido um ponto de debate entre os pilotos. Muitos defendem o aumento do uso de cascalho em vez de asfalto, argumentando que isso torna mais difícil para os competidores ganharem vantagem ao sair da pista. No entanto, Oliver Bearman, piloto da Haas, emergiu como uma voz dissonante após ser atrapalhado por Isack Hadjar durante a sessão de qualificação. Ele reclamou da quantidade de detritos na pista e do dano que isso causava aos pneus F1:
“Para mim, a maior parte do problema foi na volta final. Eu estava atrás de alguém que continuava saindo, então tive muitos detritos na pista – cascalho, que é principalmente um problema da pista. Muitos de nós [estavam] reclamando do fato de que a brita ali não é a melhor maneira, em nossa opinião, de resolver as coisas, porque acabamos com o que tínhamos, que é basicamente cascalho por toda parte, danificando pneus e arruinando voltas.”
O Que Esperar no Circuito Internacional de Losail?
Com o cenário estabelecido, o GP do Qatar 2025 na Fórmula 1 promete ser um teste de resistência e estratégia, onde a gestão dos pneus e a navegação pela pista modificada serão mais cruciais do que nunca. A atenção estará voltada para cada volta, à espera de como os desafios do Circuito Internacional de Losail se desenrolarão sob a pressão da competição. Será que as decisões da FIA provarão ser corretas, ou o drama dos pneus continuará a ditar o ritmo da corrida?
Compartilhar:


