Lucas Paquetá: A Polivalência que Felipe Luís Precisa no Flamengo

Lucas Paquetá: A Polivalência que Felipe Luís Precisa no Flamengo
Por Leonardo Miranda, jornalista especializado em análise de desempenho e tática do futebol.
O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo reacendeu a paixão da torcida e, claro, um debate tático interessante. Com duas decisões importantes pela frente – a Recopa Sul-Americana contra o Lanús e a busca pelo título no Campeonato Carioca – o técnico Felipe Luís precisa definir a melhor forma de utilizar o talento do meio-campista.
Paquetá: Um Organizador em Ascensão
Na vitória contra o Botafogo e em parte do confronto com o Sampaio Corrêa, Paquetá atuou como um segundo volante no esquema 4-2-3-1 de Felipe Luís. No entanto, essa definição é simplista. Paquetá se destacou como um verdadeiro organizador, ditando o ritmo do jogo, conectando a defesa ao ataque e oferecendo opções de passe constantes. Sua função lembra a de Jorginho, com a diferença de uma maior capacidade de infiltração e criação de jogadas.
Do West Ham à Seleção: A Evolução Tática de Paquetá
É importante ressaltar que essa não é a posição que Paquetá costumava ocupar no West Ham e na Seleção Brasileira sob o comando de Tite. Anteriormente, ele atuava como um meia mais ofensivo, buscando espaços na “entrelinha” – a região entre a defesa e o meio-campo adversário. Um exemplo notável disso foi sua atuação na semifinal da Copa América de 2021, em parceria com Neymar.
O Dilema de Felipe Luís: Qual a Posição Ideal?
Apesar do sucesso na função de organizador, o próprio Paquetá não descarta a possibilidade de atuar em outras posições. Felipe Luís, que acompanhou de perto a carreira do jogador, prefere vê-lo mais próximo da área adversária, explorando sua capacidade de finalização e seu faro de gol. Surge, então, o dilema: quem deve ceder espaço para Paquetá em uma posição mais avançada?
A versatilidade de Paquetá é um trunfo valioso para o Flamengo. Ele é capaz de desempenhar diversas funções com qualidade, seja como segundo volante, meia ofensivo, falso nove ou até mesmo pelos lados do campo. Em um calendário apertado, essa polivalência permite a Felipe Luís ajustar a equipe, cobrir ausências e manter a consistência tática.
A Chave para o Sucesso: Movimentação e Inteligência Tática
Contra o Botafogo, Paquetá demonstrou uma movimentação incomum para um segundo volante, avançando mais à frente quando o Flamengo iniciava a construção do jogo lá atrás. Essa postura empurrava os demais meias para posições mais ofensivas, criando superioridade numérica no ataque. Essa capacidade de se adaptar e surpreender é o que torna Paquetá um jogador tão especial.
Em resumo, a resposta para o dilema de Felipe Luís não é simples. Paquetá pode ser o que o Flamengo precisar em cada partida. Sua polivalência, inteligência tática e capacidade de adaptação o tornam um recurso valioso para a equipe, capaz de quebrar esquemas e decidir jogos.
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