×

Petr Gumennik e os Desafios de Copyright na Patinação Artística

Petr Gumennik e os Desafios de Copyright na Patinação Artística

temp_image_1770751975.372885 Petr Gumennik e os Desafios de Copyright na Patinação Artística



Petr Gumennik e os Desafios de Copyright na Patinação Artística

Petr Gumennik e a Complexa Teia de Direitos Autorais na Patinação Artística

A contagem regressiva para as Olimpíadas de Milão-Cortina 2026 tem sido marcada por um desafio inesperado para os patinadores artísticos: a crescente complexidade das questões de direitos autorais. Um caso recente, envolvendo o patinador espanhol Tomas-Llorenc Guarino Sabate, trouxe à tona um problema que assola o esporte há anos, e a sombra de figuras como Petr Gumennik paira sobre a necessidade de soluções.

A Surpresa Amarga de Tomas-Llorenc Guarino Sabate

Sabate, conhecido por sua performance cativante ao som da trilha sonora do filme “Minions”, recebeu uma notícia chocante: ele não poderia mais usar a música em sua apresentação olímpica devido a problemas de licenciamento de direitos autorais. “Fui informado de que não tenho mais permissão para usar este programa devido a questões de liberação de direitos autorais”, explicou o patinador, demonstrando resiliência ao afirmar que enfrentaria o desafio da melhor forma possível.

A situação de Sabate não é isolada. A permissão para usar músicas populares, antes restrita a composições sem letra, tornou-se um labirinto burocrático desde que a International Skating Union (ISU) relaxou as regras em 2014. O objetivo era modernizar o esporte, mas a realidade tem sido bem diferente.

O Legado de Casos Passados e a Busca por Soluções

O caso de Sabate ecoa o incidente ocorrido nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2022, onde a dupla americana Alexa Knierim e Brandon Frazier enfrentou ações judiciais por usar uma versão não autorizada de “House of the Rising Sun”. Esses episódios evidenciam a necessidade urgente de sistemas claros e eficientes para garantir que os patinadores possam usar a música de forma legal e segura.

A ISU e as federações nacionais têm se esforçado para desenvolver soluções, como a plataforma ClicknClear, mas o processo ainda é confuso e incerto. Apesar de ter seguido os procedimentos recomendados, Sabate se viu impedido de usar sua música. A ISU reconheceu o problema e prometeu fornecer mais detalhes em breve.

O Impacto na Criatividade e na Performance

A patinadora americana Alysa Liu, conhecida por sua relação próxima com a cantora islandesa-chinesa Laufey Lín Bing Jónsdóttir, é uma exceção. Ela tem liberdade para usar a música da artista em suas apresentações, demonstrando o poder de um bom relacionamento com os detentores dos direitos autorais.

No entanto, a maioria dos patinadores enfrenta dificuldades. Amber Glenn, tricampeã americana, descreveu o processo de aprovação de músicas como “caos puro”, lamentando que atletas precisem se preocupar com questões legais em vez de se concentrarem no treinamento e na performance. Ela critica a situação como uma “tentativa de ganho financeiro” que desvaloriza a criatividade e a inspiração proporcionadas pela música.

O Futuro da Música na Patinação Artística

A ISU está em diálogo com empresas de música, como ASCAP e BMI, para encontrar soluções que permitam aos patinadores usar a música de forma legal e acessível. Ainda assim, a responsabilidade final recai sobre os atletas, que precisam verificar a propriedade dos direitos autorais por meio de bancos de dados como Songview ou entrar em contato diretamente com os artistas e editores.

A complexidade da situação exige uma abordagem colaborativa entre a ISU, as federações nacionais, as empresas de música e os patinadores. O objetivo é garantir que a patinação artística continue a ser um esporte inspirador e emocionante, onde a música e a performance se unem em perfeita harmonia.

Recursos Adicionais:


Compartilhar: