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Saint-Maximin: Saída do América do México Após Denúncia de Racismo

Saint-Maximin: Saída do América do México Após Denúncia de Racismo

temp_image_1769926060.313828 Saint-Maximin: Saída do América do México Após Denúncia de Racismo



Saint-Maximin: Saída do América do México Após Denúncia de Racismo

Saint-Maximin Deixa o Club América em Meio a Denúncias de Racismo

A atmosfera no Estádio Ciudad de los Deportes era de pura celebração com a vitória do Club América por 2-0 sobre o Necaxa na quarta rodada do Torneio Clausura 2026. No entanto, a alegria rapidamente deu lugar à controvérsia e à tristeza com o anúncio da saída do atacante francês Allan Saint-Maximin, apenas minutos após o apito final. A decisão veio à tona após a denúncia pública de Saint-Maximin sobre atos racistas direcionados à sua família, lançando uma sombra sobre o que deveria ter sido uma noite de festa para os torcedores azulcrema.

Uma Passagem Turbulenta no Futebol Mexicano

A saída de Saint-Maximin marca o fim de um capítulo breve e turbulento para o talentoso francês no futebol mexicano. Chegou ao América como um grande reforço antes do Apertura 2025, com expectativas altíssimas. Apesar de alguns momentos de brilho, ele lutou para se firmar como titular absoluto sob o comando do técnico André Jardine.

Em pouco mais de cinco meses, vestiu a camisa do América em 15 jogos oficiais (algumas fontes indicam 16, incluindo partidas de copas e do campeonato), marcando três gols e fornecendo algumas assistências. Seus números, embora respeitáveis, nunca corresponderam à expectativa gerada por sua chegada.

A Denúncia e a Reação do Club América

Os eventos que levaram à saída de Saint-Maximin se desenrolaram rapidamente e com um tom profundamente pessoal. Em 31 de janeiro de 2026, um dia antes da vitória do América sobre o Necaxa, Saint-Maximin usou suas redes sociais para compartilhar um relato chocante: um de seus filhos havia sido alvo de abuso racial na Cidade do México.

A mensagem do francês foi sincera e firme: “O problema não é a cor da sua pele, é a cor dos seus pensamentos. Estou sendo atacado, isso não é um problema. Mas há uma coisa que eu nunca tolerarei: que ataquem meus filhos. Lutarei para garantir que eles sejam respeitados e amados, independentemente de sua origem ou cor da pele. Ódio e discriminação não têm lugar em nossa sociedade”, escreveu Saint-Maximin em suas redes sociais.

A repercussão das palavras de Saint-Maximin foi imediata em toda a comunidade do futebol mexicano. Os jogadores do América demonstraram solidariedade antes da partida contra o Necaxa, entrando em campo com camisas estampadas com a mensagem ‘No al racismo’ – ‘Não ao racismo’. A equipe se reuniu para a tradicional foto pré-jogo, desta vez segurando uma faixa com a mesma mensagem. Foi uma demonstração visual poderosa, que sublinhou a gravidade da situação e o apoio do clube ao seu colega.

A Saída e o Futuro

Apesar da demonstração de união, o fim estava próximo. Saint-Maximin, que havia sido convocado por Jardine para as três primeiras partidas do Clausura 2026 e foi titular em duas delas, ficou fora da lista de relacionados para o jogo contra o Necaxa. O anúncio oficial do clube veio logo após o apito final: “Muito obrigado por vestir nossas cores, Allan Saint-Maximin. Desejamos muito sucesso em seus futuros projetos!”, publicou o clube em suas redes sociais, sinalizando o fim abrupto da passagem do francês pelo México.

A declaração de Saint-Maximin nas redes sociais tocou os corações de fãs e companheiros de equipe. “O problema não é a cor da pele, é a cor dos pensamentos. Eu cresci e aprendi a lutar contra ataques, do oculto ao frontal. Mas há uma coisa que eu nunca tolerarei e é que ataquem meus filhos”, compartilhou, deixando claro que o bem-estar de sua família era primordial.

A saída de Saint-Maximin não foi a única grande mudança no elenco do América naquele dia. O meio-campista Álvaro Fidalgo, peça fundamental na conquista do tricampeonato recente, também decidiu deixar o clube para retornar ao futebol espanhol. A perda simultânea de dois jogadores estrangeiros deixou o América com duas vagas abertas no elenco e muitas perguntas sobre o futuro imediato da equipe.

Para os torcedores, o golpe duplo foi amenizado apenas pela tão esperada primeira vitória e primeiro gol do Clausura 2026, quebrando uma frustrante seca no início da temporada.

A passagem de Saint-Maximin pelo América será lembrada tanto pelos desafios fora de campo quanto pelos momentos dentro dele. Chegou com grande expectativa, com a missão de adicionar uma nova dimensão a um ataque já potente. Embora seus três gols e duas assistências em jogos do campeonato tenham mostrado lampejos de seu talento, lesões, dificuldades de adaptação e, finalmente, a turbulência pessoal decorrente da experiência de sua família, o impediram de atingir as alturas que muitos esperavam.

Sua coragem em se manifestar contra o racismo, no entanto, lhe rendeu amplo respeito e destacou os desafios contínuos enfrentados por jogadores e suas famílias em ligas estrangeiras. Os eventos da semana passada desencadearam debates mais amplos no futebol mexicano sobre racismo, bem-estar dos jogadores e as responsabilidades de clubes e torcedores.

O apoio visível do América a Saint-Maximin e suas mensagens contra o racismo foram bem recebidos por muitos como um passo na direção certa, mas a saída abrupta do francês é um lembrete sóbrio do trabalho que ainda precisa ser feito. Como observou um torcedor do América nas redes sociais: “É uma pena perder um jogador da qualidade de Saint-Maximin, mas ainda mais vergonhoso que ele e sua família tenham passado por isso. O futebol deve ser para todos.”

O técnico André Jardine agora enfrenta a tarefa desafiadora de reformular seu elenco após essas saídas de alto perfil. Com a campanha do Clausura 2026 apenas começando, a pressão está em manter o ritmo e manter o vestiário unido. A resposta da equipe à adversidade – dentro e fora de campo – será observada de perto nas próximas semanas, enquanto o América busca construir sobre sua vitória recente e traçar um novo rumo.

Para Allan Saint-Maximin, o próximo capítulo permanece em branco. Ao se despedir do México e se preparar para seu retorno ao futebol europeu, ele deixa um legado definido não apenas por gols e assistências, mas por coragem e convicção. As palavras de despedida do clube – “Muito obrigado por vestir nossas cores, Allan Saint-Maximin. Desejamos muito sucesso em seus futuros projetos!” – são verdadeiras, ecoando os sentimentos dos torcedores que, apesar da decepção, desejam-lhe tudo de bom.

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