BRB: Auditoria Revela Conexões Suspeitas e Envio de Relatório à Polícia Federal

BRB Sob Investigação: Auditoria Revela Conexões Suspeitas com o Banco Master
O Banco de Brasília (BRB) informou nesta terça-feira (7) a conclusão da auditoria que investigava a operação envolvendo o Banco Master e o subsequente envio do relatório final à Polícia Federal. O objetivo é que as autoridades adotem as medidas cabíveis diante das descobertas.
O Que Revelou a Auditoria?
A auditoria, conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados com o suporte técnico da Kroll, focou na análise do processo de compra e substituição das carteiras adquiridas pelo BRB junto ao conglomerado de Daniel Vorcaro. A primeira etapa já havia identificado sobreposições entre os nomes e fundos que participaram da compra de ações do BRB e aqueles envolvidos no esquema de fraude na aquisição de carteiras de crédito no valor de R$ 12,2 bilhões.
De acordo com o BRB, a comissão independente de investigação atestou o recebimento do relatório final e o encaminhou à Polícia Federal, para que, se identificada materialidade, medidas cabíveis sejam tomadas. O banco reafirma seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e a prestação de informações ao mercado, respeitando os deveres de sigilo legal e a proteção de informações confidenciais.
Suspeitas e Acionistas Ocultos
A investigação ganhou destaque após a descoberta de que Daniel Vorcaro (dono do Master), Maurício Quadrado (seu antigo sócio) e João Carlos Mansur (da administradora de fundos Reag) se tornaram acionistas do BRB de forma oculta, através de fundos de investimento. Isso ocorreu enquanto o banco do Distrito Federal aumentava seu capital com ofertas de ações que levantaram R$ 1 bilhão em 2024.
Investigadores suspeitam que a expansão do patrimônio do BRB via oferta de ações tinha como objetivo final ampliar a capacidade do banco de Brasília de realizar negócios com o Master. O material coletado serviu de base para o inquérito da PF que apura se a antiga gestão do BRB tinha conhecimento da identidade dos beneficiários finais dos fundos e agiu para que as pessoas investigadas pela operação Compliance Zero se tornassem acionistas do banco.
Investigação em Curso
A investigação apura a possibilidade de crime de gestão fraudulenta e temerária de instituição financeira. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi colocado sob suspeita na primeira fase do relatório da auditoria, mas não se manifestou publicamente sobre o assunto. Segundo relatos, ele considera a acusação injusta e afirma não ter conhecimento da estrutura dos beneficiários finais até a homologação do processo pelo Banco Central em abril de 2025.
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