Cimed: João Adibe Recusa Acordo e Enfrenta Pressão Financeira

Cimed: João Adibe Recusa Acordo e Enfrenta Pressão Financeira
Em meio a um cenário de tensões financeiras, o empresário João Adibe, presidente da Cimed, surpreendeu ao recusar uma proposta de acordo do Ministério Público de São Paulo (MPSP) no valor de R$ 81 mil. A recusa está relacionada a uma investigação criminal sobre a obra de sua mansão nos Jardins, um dos bairros mais nobres de São Paulo.
A Crise Financeira da Cimed
A decisão de Adibe ocorre em um momento delicado para a Cimed, que encerrou 2025 com um fluxo de caixa operacional negativo de R$ 55,5 milhões. Paradoxalmente, a farmacêutica distribuiu R$ 427 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas. Essa combinação de resultados negativos e altos proventos levantou alertas no mercado financeiro, levando a Fitch a rebaixar o rating da empresa.
Analistas classificam a situação como um “dividendos alavancados” (leveraged dividend), onde a empresa se endivida para remunerar os acionistas. Embora legal, essa prática aumenta o risco financeiro e o endividamento.
O Caso da Mansão nos Jardins
A investigação do MPSP apura suspeitas de descumprimento de embargo na obra da mansão. Caso Adibe aceitasse a transação penal, evitaria a abertura de uma ação judicial. Com a recusa, o inquérito segue em tramitação na Polícia Civil.
O caso envolve disputas jurídicas com a Associação dos Moradores dos Jardins (AME Jardins) e um vizinho banqueiro. João Adibe, considerado o 86º homem mais rico do Brasil pela Forbes, com um patrimônio estimado em R$ 5,2 bilhões, não se pronunciou sobre o assunto, conforme comunicado da Cimed ao Times Brasil.
Decisão Judicial e Investigação em Andamento
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve o embargo judicial da obra em fevereiro. Paralelamente, a investigação criminal prossegue. Em março, o MPSP solicitou novas diligências, incluindo o depoimento de Adibe e da agente responsável pelo auto de fiscalização.
A defesa de Adibe argumenta que o embargo era parcial, restrito ao muro, e que a construção possuía alvarás válidos. Além disso, alega que a prefeitura emitiu o “Habite-se” em novembro de 2025.
O Que Esperar da Cimed?
Inicialmente, o 15º Distrito Policial (Itaim Bibi) sugeriu o arquivamento do caso, argumentando que não havia crime, mas o caso foi encaminhado ao Foro Criminal de Garantias e, posteriormente, ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). A AME Jardins alega que a obra, aprovada como reforma, resultou na quase total demolição do casarão original, desrespeitando regras de tombamento e ultrapassando limites de altura e recuos obrigatórios.
O Jardim Paulista, bairro estritamente residencial, está sujeito a restrições urbanísticas específicas.
Fontes: Times Brasil, Forbes
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