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Grupo Fictor: Fraudes Bilionárias e Conexão com o Crime Organizado

Grupo Fictor: Fraudes Bilionárias e Conexão com o Crime Organizado

temp_image_1774531125.289768 Grupo Fictor: Fraudes Bilionárias e Conexão com o Crime Organizado



Grupo Fictor: Fraudes Bilionárias e Conexão com o Crime Organizado

Grupo Fictor: Fraudes Bilionárias e Conexão com o Crime Organizado

Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema alarmante envolvendo o Grupo Fictor e a facção Comando Vermelho (CV). A Operação Fallax expôs a utilização de um mesmo esquema de lavagem de dinheiro, baseado em empresas de fachada, operações bancárias simuladas e a cooptação de funcionários de bancos. As fraudes podem ultrapassar a marca de R$ 500 milhões.

O Esquema de Lavagem de Dinheiro

A estrutura criminosa envolvia pagamentos cruzados, contabilidade fraudada e a participação ativa de gerentes bancários que inseriam dados falsos nos sistemas. A Polícia Federal prendeu 14 pessoas, incluindo dois gerentes da Caixa Econômica Federal e uma ex-gerente do Banco do Brasil, envolvidos no esquema.

Segundo a PF, o Grupo Fictor funcionava como um núcleo financeiro central, injetando recursos para alimentar as simulações de fluxo de caixa, montar empresas de fachada e operar mecanismos para enganar instituições financeiras. Paralelamente, células do Comando Vermelho utilizavam a mesma estrutura para lavar dinheiro do tráfico de drogas, convertendo os recursos ilícitos em bens de luxo e criptoativos.

A Crise do Grupo Fictor

Em novembro de 2025, o Grupo Fictor anunciou a compra do Banco Master, com um aporte de R$ 3 bilhões, pouco antes da liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central. Após a liquidação, o grupo enfrentou uma crise reputacional, resultando em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores e, consequentemente, no pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Os Pilares do Fraude

A investigação da Polícia Federal identificou seis pilares fundamentais para o sucesso do esquema:

  • Criação em massa de empresas fictícias
  • Captação de “laranjas” e dados pessoais
  • Contabilidade fraudada
  • Movimentação artificial de dinheiro
  • Participação de funcionários de bancos
  • Inadimplência planejada

As empresas de fachada eram abertas com características padronizadas e, inicialmente, cumpriam obrigações fiscais para aparentar regularidade. A organização cooptava pessoas para ceder seus dados pessoais, muitas vezes sem conhecimento da real finalidade da operação. A contabilidade era totalmente fraudada, com documentos manipulados para simular um faturamento alto e obter crédito bancário.

O Impacto nas Instituições Financeiras

A Polícia Federal aponta que instituições como Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra sofreram prejuízos milionários com o golpe. A cooptação de funcionários bancários era essencial para dar aparência de legalidade às operações e permitir a circulação rápida de valores ilícitos.

Conexão com o Comando Vermelho

A facção criminosa conhecida como “Bonde do Magrelo”, que atua na região de São Paulo, estabeleceu uma aliança com o Comando Vermelho (CV) e utilizava a mesma estrutura do Grupo Fictor para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A liderança do grupo, atualmente no Rio de Janeiro, conta com apoio de indivíduos em São Paulo para realizar transações de armas e drogas.

Próximos Passos

A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, e crimes contra o sistema financeiro nacional.

A Caixa Econômica Federal informou que atua em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle no combate a fraudes e crimes financeiros, e que possui políticas rigorosas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

Fonte: G1


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