Raízen: Cade aprova venda de ativo e empresa busca reestruturação de dívida bilionária

Raízen: Cade aprova venda de ativo e empresa busca reestruturação de dívida bilionária
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu o sinal verde, sem restrições, para a venda de um ativo de geração distribuída da Raízen (RAIZ4) ao Grupo Gera Energia. A transação envolve a aquisição integral da Bio Polaris Energia, empresa controlada indiretamente pela Raízen e especializada em geração distribuída a biogás.
Desinvestimento Estratégico
De acordo com a Raízen, essa movimentação faz parte de uma estratégia maior de desinvestimento no setor de geração distribuída. O objetivo é concentrar recursos e esforços no que a empresa considera seu core business, otimizando a alocação de capital e impulsionando o crescimento em áreas prioritárias.
Expansão do Grupo Gera
Para o Grupo Gera, a aquisição representa uma oportunidade estratégica de expandir sua atuação no mercado de geração distribuída. A empresa pretende fortalecer sua presença em regiões onde já opera e explorar novas frentes de negócio, aproveitando o potencial da Bio Polaris e do biogás como fonte de energia renovável.
Venda de Usinas e Operação Bilionária
Em 2023, a Raízen já havia vendido 55 usinas de geração distribuída, com capacidade instalada de até 142 megawatts-pico (MWp), para a Thopen Energia e o próprio Grupo Gera, em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões. O Cade também aprovou outras transações menores envolvendo ativos remanescentes da companhia no segmento.
Recuperação Extrajudicial e Plano de Reestruturação
A Raízen enfrenta atualmente uma recuperação extrajudicial e apresentou aos credores os detalhes de seu plano para reestruturar uma dívida de US$ 12,6 bilhões. A proposta inclui um período de carência de pelo menos cinco anos e a possibilidade de os credores assumirem participação na empresa.
Conversão de Dívida em Ações
Segundo informações da agência Bloomberg, a empresa busca que pelo menos 45% da dívida seja convertida em ações, o que poderia resultar em os credores detendo até 70% das ações ordinárias, considerando o valor de R$ 0,40 por papel. Essa conversão reduziria a alavancagem da Raízen de 5,3 para 3,5 vezes o Ebtida e poderia abrir caminho para uma eventual separação entre as unidades de açúcar e etanol e os negócios de distribuição de combustíveis.
A reestruturação da dívida é um passo crucial para a Raízen recuperar sua saúde financeira e retomar o crescimento sustentável. A empresa busca equilibrar as necessidades dos credores com a preservação do valor para os acionistas, garantindo a continuidade de suas operações e a geração de valor a longo prazo.
Para mais informações sobre o mercado financeiro e a economia brasileira, consulte o Money Times.
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