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Reag: Fundo de Investimentos Recebeu R$ 1 Bilhão de Empresas Ligadas ao PCC

Reag: Fundo de Investimentos Recebeu R$ 1 Bilhão de Empresas Ligadas ao PCC

temp_image_1773832917.513835 Reag: Fundo de Investimentos Recebeu R$ 1 Bilhão de Empresas Ligadas ao PCC



Reag: Fundo de Investimentos Recebeu R$ 1 Bilhão de Empresas Ligadas ao PCC

Reag Sob Investigação: Fundo de Investimentos Recebeu R$ 1 Bilhão de Empresas Ligadas ao PCC

Comunicados bancários enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) revelam que o Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) Gold Style, administrado pela Reag, recebeu impressionantes R$ 1 bilhão de empresas com fortes ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A descoberta lança luz sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro no mercado financeiro.

Reag e o Banco Master: Um Histórico de Controvérsias

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Reag é responsável pela administração, controle, gestão, custódia e distribuição do fundo Gold Style. A administradora de fundos de investimentos já esteve sob investigação da Polícia Federal por seu envolvimento em fraudes relacionadas ao Banco Master.

CPI do Crime Organizado Revela Transações Bilionárias

As informações foram transmitidas pelo COAF à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, abrangendo um período entre 2023 e 2025. O montante total recebido pelo fundo Gold Style alcança a cifra de R$ 1 bilhão. Publicações recentes à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que o fundo possui um ativo total de R$ 2 bilhões.

Empresas Ligadas ao PCC como Principais Remetentes

Entre as principais fontes de recursos para o Gold Style, destaca-se a Aster Petróleo, distribuidora de combustíveis ligada ao PCC, que repassou R$ 759,5 milhões. A Aster Petróleo era utilizada como peça fundamental em um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos no setor de combustíveis, abrangendo oito estados brasileiros, conforme investigações da operação Carbono Oculto. O Banco do Brasil comunicou a transação ao COAF em agosto de 2024, antes da deflagração da operação.

Além da Aster, o fundo também recebeu R$ 158 milhões da BK Bank, uma fintech apontada como um dos núcleos financeiros utilizados pelo PCC para lavar dinheiro. A Inovanti Instituição de Pagamento, outra fintech, repassou R$ 175 milhões, sendo identificada em comunicados bancários ao COAF como uma instituição que movimentou mais de R$ 778 milhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Carbono Oculto.

Fluxo de Recursos para Empresas Ligadas a Vorcaro

O fundo Gold Style também enviou R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, empresa que teve Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, como diretor entre 2021 e 2024. Essa movimentação financeira ocorreu uma semana após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, em setembro de 2025.

Operação Compliance Zero e a Reag

A Reag também foi alvo da Operação Compliance Zero, a mesma investigação que apura as irregularidades no Banco Master e resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro em 4 de março. A suspeita é que a empresa tenha atuado na estruturação e administração de uma complexa “ciranda” de fundos suspeitos, com o objetivo de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, indicando possíveis casos de fraude e lavagem de dinheiro.

A empresa também foi investigada na Operação Carbono Oculto, que apura um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, atribuído a integrantes do PCC. A suspeita é que a organização criminosa tenha utilizado a estrutura de fundos da Reag para lavar dinheiro, com um único cotista, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

Fontes:


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