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Vale3 Lucro: Análise Completa do Balanço e Perspectivas para VALE3

Vale3 Lucro: Análise Completa do Balanço e Perspectivas para VALE3

temp_image_1770986230.096007 Vale3 Lucro: Análise Completa do Balanço e Perspectivas para VALE3



Vale3 Lucro: Análise Completa do Balanço e Perspectivas para VALE3

Vale3: Lucro Surpreendente Apesar do Prejuízo Contábil

Recentemente, a Vale (VALE3) divulgou seus resultados do quarto trimestre, reportando um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões. À primeira vista, pode parecer um resultado negativo, especialmente se comparado ao prejuízo de US$ 694 milhões do mesmo período do ano anterior. No entanto, uma análise mais aprofundada revela um cenário bem mais positivo, impulsionado por um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) acima das expectativas e um desempenho sólido nas vendas de minério de ferro e cobre.

Entendendo o Prejuízo e o EBITDA

Apesar do prejuízo líquido, o resultado da Vale foi impactado por baixas contábeis significativas. A empresa registrou “impairments” de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, devido a uma revisão das premissas de preço de longo prazo para o níquel. Além disso, houve uma baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias.

Ao excluir esses itens não recorrentes, o lucro líquido proforma da Vale somou US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, um aumento de 68% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento do EBITDA proforma e pelo impacto positivo da avaliação a mercado dos swaps cambiais.

Desempenho Operacional e Custos

O EBITDA ajustado da Vale foi beneficiado por maiores volumes de vendas e preços de cobre e minério de ferro, além de receitas de subprodutos e melhorias operacionais. O EBITDA totalizou US$ 4,6 bilhões entre outubro e dezembro, contra US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2024. O EBITDA proforma ajustado de US$ 4,8 bilhões superou as expectativas da XP em 1% e o consenso do mercado em 5%.

A XP destacou o desempenho sólido de custos da Vale, com ganhos contínuos de eficiência na Iron Ore Solutions, com o custo C1 (produção cobrindo as despesas da mina, ferrovia e porto, mas excluindo compras de terceiros) em US$ 21,3/tonelada, em linha com o guidance da empresa para 2025. Além disso, houve redução nos custos em Metais Básicos, embora parcialmente explicada por receitas mais fortes de subprodutos na divisão de Cobre.

Dívida e Fluxo de Caixa

A dívida líquida da Vale diminuiu para US$ 15,6 bilhões, impulsionada pela forte geração de caixa e pelas provisões de caixa, com o FCF (fluxo de caixa livre) em US$1,7 bilhão.

O que Dizem os Analistas

O balanço da Vale gerou reações positivas entre os analistas. O JPMorgan destacou que o principal resultado positivo veio dos metais básicos, devido aos créditos excepcionalmente altos de subprodutos para os negócios de cobre e níquel. O minério de ferro superou ligeiramente as expectativas, com os custos de frete compensando o aumento dos custos C1.

O Itaú BBA apontou que o trimestre foi marcado por uma produção sólida tanto na divisão de metais ferrosos quanto na de metais básicos. A geração de fluxo de caixa livre foi forte, atingindo US$ 1,7 bilhão, e a dívida líquida expandida diminuiu para US$ 15,6 bilhões.

O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra para os ADRs (recibo de ações negociado nos EUA), com preço-alvo de US$ 18, vendo espaço para uma nova reavaliação. A tese da Vale é vista como construtiva, sustentada por uma visão menos pessimista para o minério de ferro, a empresa como uma alternativa atraente às grandes empresas de cobre e o bom momento operacional.

O Bradesco BBI também reforçou recomendação de compra para VALE3, com um atraente rendimento ao FCF de 8% estimado para 2026.

Perspectivas Futuras

A história de crescimento do cobre da Vale, com o objetivo de dobrar a produção até 2035, tem atraído atenção. Embora os investidores ainda não estejam precificando totalmente essa expansão, ela coloca a empresa no segmento temático de metais industriais. No lado do minério de ferro, as expectativas são de resiliência em torno dos níveis atuais.

Em resumo, apesar do prejuízo líquido contábil, a Vale apresentou um balanço sólido, com um EBITDA acima das expectativas e perspectivas positivas para o futuro.

Fonte: InfoMoney


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