Academia: Intoxicação por Cloro e Interdição Após Tragédia em SP

Tragédia em Academia de SP: Intoxicação por Cloro e Investigação em Andamento
Em um evento chocante que abalou São Paulo, uma academia na Zona Leste se tornou palco de uma tragédia envolvendo intoxicação por cloro. A história, que começou com o mal-estar de diversos alunos durante uma aula de natação, culminou na morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e na internação de várias outras pessoas, incluindo seu marido, Vinicius de Oliveira.
O Caso: O Que Aconteceu?
No dia 7 de fevereiro, a C4 Gym foi o cenário de um incidente alarmante. Alunos que participavam de uma aula de natação começaram a apresentar sintomas de intoxicação, como dificuldades respiratórias e mal-estar geral. Câmeras de segurança registraram o pânico e o desespero do momento, com pessoas buscando ajuda e sendo socorridas.
Juliana Faustino Bassetto, infelizmente, não resistiu e faleceu no mesmo dia. Seu marido, Vinicius de Oliveira, também foi internado, passando sete dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasil. Felizmente, Vinicius recebeu alta neste domingo (15), expressando sua gratidão pelas mensagens de apoio: “Obrigado pra todo mundo que torceu. Vitória hoje”, disse em uma gravação feita por seus familiares.
Investigação Aponta Intoxicação por Cloro
A Polícia Civil suspeita que a causa da intoxicação foi a manipulação inadequada do cloro por um manobrista sem qualificação técnica. Segundo o depoimento do funcionário, Severino José da Silva, ele seguia ordens de um dos sócios da academia, recebidas via WhatsApp, para realizar a limpeza do espaço. A polícia, no entanto, não responsabilizou o manobrista.
Outra vítima, Letícia Helena Oliveira, de 29 anos, também recebeu alta neste domingo (15) após sete dias de internação com os mesmos sintomas. Ao todo, seis alunos da academia foram afetados pela intoxicação.
Academia Interditada e Sócio Indiciados
A C4 Gym foi interditada pela prefeitura, e os três sócios da academia – Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz – foram indiciados por homicídio por dolo eventual. A Justiça, no entanto, negou o pedido de prisão temporária dos empresários, aplicando medidas cautelares como comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com testemunhas e restrição de acesso às imediações da academia.
A defesa dos sócios afirmou que eles cumprirão as determinações judiciais e permanecem à disposição das autoridades.
Irregularidades e Licenças
Uma investigação revelou que seis unidades da academia não possuíam licença de funcionamento na capital. A situação levanta questionamentos sobre a fiscalização e a segurança das instalações.
Este caso serve como um alerta sobre a importância da qualificação profissional para a manipulação de produtos químicos e a necessidade de rigorosa fiscalização em estabelecimentos como academias, visando garantir a segurança e o bem-estar dos frequentadores.
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