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Caso Gisele: Revelações Chocantes e a Investigação que Aponta para Feminicídio

Caso Gisele: Revelações Chocantes e a Investigação que Aponta para Feminicídio

temp_image_1773828472.920863 Caso Gisele: Revelações Chocantes e a Investigação que Aponta para Feminicídio



Caso Gisele: Revelações Chocantes e a Investigação que Aponta para Feminicídio

Caso Gisele: A Virada na Investigação e as Evidências de Feminicídio

A morte da Soldada da Polícia Militar Gisele Alves Santana, ocorrida em 18 de fevereiro em São Paulo, passou de um caso inicialmente tratado como suicídio para uma investigação complexa que aponta para feminicídio. Após um mês do ocorrido, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva do Tenente-Coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, com base em laudos periciais contundentes.

Laudos Decisivos e a Reconstrução da Cena do Crime

Dos 24 laudos da Polícia Técnico-Científica elaborados, dois se mostraram cruciais para afastar a hipótese de suicídio. A exumação do corpo de Gisele e a realização de uma tomografia no Instituto Médico-Legal (IML) Central foram determinantes para a nova análise. Os peritos constataram que:

  • Gisele foi imobilizada pelo pescoço, sem apresentar sinais de defesa.
  • A vítima possivelmente desmaiou antes de ser baleada.
  • A cena do crime foi meticulosamente reconstruída pelo Tenente-Coronel, com manchas de sangue em locais inconsistentes e a posição do corpo incompatível com um suicídio.

Detalhes Cruciais Revelados pelos Laudos Periciais

A análise detalhada dos laudos revelou informações alarmantes:

  • A trajetória da bala que atingiu a cabeça de Gisele não condiz com um tiro autoinfligido.
  • A profundidade dos ferimentos no pescoço indica uma forte compressão, sugerindo imobilização.

Além disso, os laudos confirmaram que Gisele não estava grávida nem sob efeito de substâncias tóxicas. No entanto, foram encontradas mais manchas de sangue da vítima em outros cômodos do apartamento, levantando suspeitas sobre a versão inicial dos fatos.

Mensagens e Histórico de Violência

Mensagens trocadas por Gisele revelam seu sofrimento e seus temores em relação ao comportamento ciumento do marido. Em uma mensagem, ela expressa a angústia: “Qualquer hora me mata”. O histórico do Tenente-Coronel também veio à tona, com a revelação de uma condenação anterior por abuso de autoridade contra um colega de trabalho.

Contradições e Questionamentos na Versão do Marido

A investigação levantou diversas inconsistências na versão apresentada pelo Tenente-Coronel:

  • O horário da morte: uma vizinha ouviu um estampido cerca de meia hora antes da primeira ligação do marido para o serviço de emergência.
  • A posição da arma: um socorrista relatou que a arma parecia estar “bem encaixada” na mão de Gisele, de forma incomum em casos de suicídio.
  • O banho: o marido alegou estar no banho no momento do disparo, mas os primeiros socorristas o encontraram seco, sem sinais de que tivesse acabado de tomar banho.

A Conduta Suspeita e a Presença de um Desembargador

A conduta do Tenente-Coronel após o ocorrido também chamou a atenção dos investigadores. Ele não demonstrou desespero e questionou o atendimento prestado pelos bombeiros. Além disso, a ligação para o Desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que compareceu ao local, levantou questionamentos sobre possíveis interferências.

Limpeza do Apartamento e a Busca por Justiça

Uma câmera de segurança registrou a entrada de policiais no apartamento para realizar a limpeza do local horas após a morte de Gisele. A família da vítima busca justiça e clama por respostas sobre as circunstâncias reais do caso. A investigação segue em andamento, e a expectativa é que a verdade seja revelada e os responsáveis sejam punidos.

Fonte: G1


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