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Crise em Cuba: Escassez de Combustível e o Acúmulo de Lixo nas Ruas

Crise em Cuba: Escassez de Combustível e o Acúmulo de Lixo nas Ruas

temp_image_1771388132.038258 Crise em Cuba: Escassez de Combustível e o Acúmulo de Lixo nas Ruas



Crise em Cuba: Escassez de Combustível e o Acúmulo de Lixo nas Ruas

Crise em Cuba: Escassez de Combustível e o Acúmulo de Lixo nas Ruas

A situação em Cuba se agrava com a crescente escassez de combustível, que tem gerado impactos visíveis e preocupantes na vida cotidiana da população. Um dos reflexos mais evidentes dessa crise é o acúmulo de lixo nas ruas de Havana, a capital cubana, atraindo moscas e exalando um odor fétido de decomposição.

De acordo com informações do veículo de notícias estatal Cubadebate, apenas 44 dos 106 caminhões de lixo de Havana conseguem operar devido à falta de combustível, atrasando significativamente a coleta. A cena se repete em diversas cidades da ilha, onde moradores relatam o aumento de riscos à saúde pública e a necessidade de desviar de montes de lixo nas ruas.

O Impacto na População

Moradores como José Ramón Cruz descrevem a situação como alarmante: “Está por toda a cidade. Já faz mais de 10 dias que um caminhão de lixo não passa”. A população local tem se mobilizado nas redes sociais para alertar sobre os perigos da situação, enquanto o governo cubano implementa medidas de racionamento para tentar proteger os serviços essenciais.

A crise se intensificou após a queda no fornecimento de petróleo, especialmente da Venezuela, que já foi o principal fornecedor de Cuba. A suspensão de envios por parte do México, sob ameaça de tarifas dos Estados Unidos, também contribuiu para o agravamento da situação.

A Busca por Alternativas e a Perspectiva Internacional

Em meio à crise, a Rússia sinalizou a possibilidade de enviar cargas de petróleo bruto e combustível para Cuba, mas ainda não especificou uma data. Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm um embargo à ilha desde a década de 1960 e, nos últimos meses, endureceram sua posição, sancionando navios que transportam petróleo para Cuba e ameaçando impor tarifas aos fornecedores.

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem se posicionado contra o embargo, alertando para os graves impactos humanitários que o bloqueio pode causar. A Espanha anunciou o envio de alimentos e suprimentos de saúde a Cuba, por meio da ONU, em uma tentativa de mitigar os efeitos da crise.

A situação em Cuba é um reflexo das complexas relações geopolíticas e dos desafios econômicos enfrentados pela ilha. A escassez de combustível e o acúmulo de lixo são apenas alguns dos sintomas de uma crise que exige soluções urgentes e coordenadas.

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Folha de S.Paulo


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