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Felca e a Condenação de Hytalo Santos: Um Marco na Luta Contra a Exploração Sexual de Adolescentes

Felca e a Condenação de Hytalo Santos: Um Marco na Luta Contra a Exploração Sexual de Adolescentes

temp_image_1772039191.404661 Felca e a Condenação de Hytalo Santos: Um Marco na Luta Contra a Exploração Sexual de Adolescentes



Felca e a Condenação de Hytalo Santos: Um Marco na Luta Contra a Exploração Sexual de Adolescentes

Felca e a Condenação de Hytalo Santos: Um Marco na Luta Contra a Exploração Sexual de Adolescentes

O influenciador e youtuber Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, utilizou suas redes sociais para comentar a recente condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente. O Tribunal de Justiça da Paraíba sentenciou o casal pelo crime de exploração sexual de adolescentes na internet, um caso que ganhou grande repercussão nacional.

A Decisão Judicial

A decisão, proferida pela 2ª Vara Mista de Bayeux, condenou Hytalo a 11 anos e 4 meses de reclusão e Israel a 8 anos e 10 meses, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal. A sentença representa um avanço significativo na luta contra a exploração infantil e a criminalidade online.

O Papel de Felca na Denúncia

Em sua publicação, Felca destacou que a condenação é fruto da mobilização e conscientização em torno do caso. “Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa”, escreveu o influenciador.

Felca reforçou a importância da denúncia e da luta por justiça: “Nunca pare de denunciar, expor o que tá errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega”.

O Esquema de Exploração

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Paraíba, Hytalo e Israel mantinham um esquema que se assemelhava a um “reality show” com o objetivo de obter lucro através da produção de conteúdo para redes sociais. A residência do casal, localizada em um condomínio de luxo, era utilizada como ambiente de gravação contínua, expondo adolescentes a situações de risco.

O conteúdo produzido possuía forte apelo erótico e sexualizado, envolvendo adolescentes em situação de vulnerabilidade, referidos pelos réus como “crias”. O juiz responsável considerou que os influenciadores criaram um “verdadeiro e sórdido ‘reality show’”.

As vítimas, atraídas por falsas promessas de uma vida melhor, eram submetidas a um ambiente de permissividade, com fornecimento de bebidas alcoólicas, enquanto suas necessidades básicas, como alimentação e educação, eram negligenciadas. A sentença ressalta que o esquema causou danos psicológicos significativos às vítimas, induzindo-as a buscar validação na internet através da exibição de seus corpos.

Prisão Preventiva Mantida

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba negou o último pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Hytalo e Israel. O desembargador João Benedito, relator do caso, acompanhou a maioria dos votos, confirmando a manutenção da prisão preventiva do casal.

A defesa do casal criticou a decisão, alegando que provas e testemunhas apresentadas durante o processo atestariam a inocência dos influenciadores. No entanto, o tribunal manteve a decisão de manter a prisão preventiva, considerando o risco de destruição de provas, intimidação das vítimas e possibilidade de fuga.

Repercussão e Prisão

O caso ganhou repercussão nacional em agosto do ano passado, após Felca divulgar um vídeo com denúncias envolvendo o influenciador paraibano. Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos desde 15 de agosto, inicialmente em São Paulo, e posteriormente transferidos para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa.

Este caso serve como um alerta sobre os perigos da exploração sexual de adolescentes na internet e a importância da denúncia e da conscientização. A atuação de Felca foi fundamental para dar visibilidade ao caso e contribuir para a justiça ser feita.

Para mais informações sobre crimes virtuais e proteção de crianças e adolescentes, consulte o SaferNet Brasil.


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