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G1 RJ: Feminicídio em Volta Redonda Choca e Expõe Falhas na Proteção à Mulher

G1 RJ: Feminicídio em Volta Redonda Choca e Expõe Falhas na Proteção à Mulher

temp_image_1773851871.830495 G1 RJ: Feminicídio em Volta Redonda Choca e Expõe Falhas na Proteção à Mulher



G1 RJ: Feminicídio em Volta Redonda Choca e Expõe Falhas na Proteção à Mulher

G1 RJ: Feminicídio em Volta Redonda Choca e Expõe Falhas na Proteção à Mulher

A cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, foi palco de uma tragédia que reacende o debate sobre a violência contra a mulher. Daiane Menezes dos Santos Reis, de 36 anos, faleceu na terça-feira (17) após ser brutalmente atingida por seis disparos em janeiro deste ano. O sepultamento de Daiane ocorreu na manhã desta quarta-feira (18), em meio a um clamor por justiça.

O principal suspeito do crime é o ex-marido da vítima, que já se encontra preso em São Paulo. A Polícia Militar de São Paulo, onde o acusado atuava, instaurou um procedimento administrativo interno para investigar o caso.

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Imagem ilustrativa.

O Velório e o Grito por Justiça

O velório de Daiane foi realizado no Portal da Saudade, seguido pelo sepultamento. Familiares e amigos compareceram em grande número, muitos vestindo camisas com a frase impactante: “Não foi surpresa, foi negligência”. A manifestação expressa a indignação e a sensação de que a morte de Daiane poderia ter sido evitada.

Bionda Vigorito, cunhada da vítima, compartilhou sua dor: “Eu peguei na mão da minha cunhada na segunda-feira depois de ter ouvido que já não tinha mais nada o que fazer […] E mesmo com o meu coração partido, eu falei: Tá tudo bem, Daiane, a gente não ser forte o tempo todo”.

Histórico de Violência e Falhas na Proteção

De acordo com a delegacia responsável pelo caso, o suspeito já possuía três registros de descumprimento de medida protetiva. Ele chegou a ser preso em julho de 2025, mas foi liberado em novembro do mesmo ano. A advogada da família, Daniela Gregio, explicou: “Ele foi solto porque ela se retratou na audiência, ela não queria prejudicar o ex-marido e achou que ele poderia mudar. Ele foi solto, porque infelizmente, ela se retratou”.

Este caso levanta sérias questões sobre a eficácia das medidas protetivas e a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos agressores. A Lei Maria da Penha, fundamental na proteção das mulheres, precisa ser efetivamente implementada e fiscalizada.

A Investigação e a Posicionamento das Autoridades

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda classificou o caso como feminicídio, o ápice da violência patriarcal e machista. A delegada Juliana Montes afirmou: “O procedimento foi editado de tentativa para feminicídio consumado”.

A Polícia Militar de São Paulo confirmou a detenção do agente no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG) e a abertura de um procedimento administrativo interno. Em nota, a PM reforçou que não compactua com desvios de conduta e acompanha as investigações.

Nota da Polícia Militar de São Paulo

“O agente citado está detido no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG) e o caso é investigado pela Polícia Civil. A Polícia Militar de São Paulo reforça que não compactua com desvios de conduta, acompanha as investigações e instaurou procedimento no âmbito administrativo.”

Nota da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Volta Redonda

“A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Volta Redonda (DEAM-VR) manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento de DAIANE MENEZES DOS SANTOS, vítima de feminicídio… A DEAM-VR deixa uma mensagem de acolhimento e encorajamento a todas as mulheres que estejam vivenciando qualquer forma de violência: procurem ajuda.”

Onde Buscar Ajuda

Se você ou alguém que você conhece está sofrendo violência doméstica, procure ajuda:

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: Serviço gratuito e confidencial, disponível 24 horas por dia.
  • Disque 100: Para denúncias de violações de direitos humanos.
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): Procure a DEAM mais próxima de você.

Lembre-se: você não está sozinha. Denunciar é um ato de coragem e pode salvar vidas.

Fontes: G1


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