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Greve em Curitiba: Professores Suspendem Paralisação Após Acordo com a Prefeitura

Greve em Curitiba: Professores Suspendem Paralisação Após Acordo com a Prefeitura

temp_image_1775734587.3267 Greve em Curitiba: Professores Suspendem Paralisação Após Acordo com a Prefeitura



Greve em Curitiba: Professores Suspendem Paralisação Após Acordo com a Prefeitura

Greve em Curitiba: Professores Suspendem Paralisação Após Acordo com a Prefeitura

Profissionais da educação municipal de Curitiba suspenderam a greve na noite de quarta-feira (8), após uma assembleia conjunta do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc). A decisão veio após uma reunião com a prefeitura de Curitiba, realizada no Palácio 29 de Março.

As aulas na rede municipal de Curitiba serão retomadas normalmente nesta quinta-feira (9). A paralisação havia afetado algumas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), com a adesão de 216 CMEIs, segundo o Sismuc. A prefeitura, por sua vez, estimou que cerca de 95% das unidades continuaram atendendo os alunos.

O que motivou a greve em Curitiba?

A greve foi motivada por uma série de reivindicações da categoria, incluindo:

  • Falta de profissionais nas escolas, levando à sobrecarga e ao adoecimento de professores.
  • Ausência de apoio adequado para a inclusão de alunos com necessidades especiais, com falta de profissionais especializados e turmas superlotadas.
  • Desorganização no início do ano letivo, com orientações improvisadas e aulas fora da área de formação dos docentes.
  • Problemas estruturais nas escolas, como obras inacabadas e uso de espaços improvisados.
  • Falhas na instalação de ar-condicionado, com equipamentos defeituosos ou perigosos.
  • Desvalorização profissional, com falta de reconhecimento para professores com especialização, mestrado e doutorado.

Acordos com a Prefeitura de Curitiba

Após a reunião com a prefeitura, a suspensão da greve foi definida. A coordenadora-geral do Sismuc, Juliana Mildemberg, ressaltou que a paralisação pode ser retomada caso os acordos não sejam cumpridos. “A categoria definiu por suspender a greve, não encerrar a greve, e voltar a qualquer tempo se a prefeitura não cumprir com qualquer um dos pontos negociados em mesa hoje, que foram assumidos como compromissos pela gestão municipal”, afirmou.

Embora os detalhes dos acordos ainda não tenham sido totalmente divulgados, a prefeitura anunciou que o percentual de beneficiados no crescimento vertical (aumento salarial para profissionais que investem em especialização) foi elevado, beneficiando mais da metade dos inscritos. Além disso, foi acordado o pagamento de vale-alimentação a partir de março de 2027 para servidores do nível médio e básico e do Magistério, com um ajuste para manter o benefício para aqueles que o haviam perdido.

Decisão Judicial e Mobilização

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) havia considerado a greve ilegal, estabelecendo multas para os sindicatos e descontos nos salários dos servidores aderentes. Apesar da decisão, os profissionais da educação realizaram uma grande passeata no centro de Curitiba, demonstrando a força da mobilização.

A presidente do Sismmac, Diana Abreu, destacou a importância da negociação e a necessidade de continuar cobrando o cumprimento das propostas para garantir a qualidade da educação em Curitiba.

Acompanhe as últimas notícias sobre a educação em Curitiba no G1 Paraná.


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