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Greve na Argentina: Impacto em Voos, Reforma Trabalhista de Milei e Protestos

Greve na Argentina: Impacto em Voos, Reforma Trabalhista de Milei e Protestos

temp_image_1771502516.938613 Greve na Argentina: Impacto em Voos, Reforma Trabalhista de Milei e Protestos



Greve na Argentina: Impacto em Voos, Reforma Trabalhista de Milei e Protestos

Greve Geral na Argentina: Voos Cancelados e Protestos Contra a Reforma Trabalhista de Milei

Uma paralisação geral na Argentina, em protesto contra a controversa reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei, causou o cancelamento de 255 voos da Aerolíneas Argentinas, impactando diretamente 31 mil passageiros. A greve, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), teve reflexos também no Brasil, com voos cancelados partindo do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Impacto nos Aeroportos e Voos

Além dos cancelamentos da Aerolíneas Argentinas, a Latam e a Gol também foram forçadas a cancelar voos com destino a Buenos Aires. No Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (Ezeiza), a maioria dos voos cancelados eram internacionais, enquanto outros enfrentavam atrasos significativos. No Rio de Janeiro, o RIOgaleão registrou o cancelamento de 31 voos (16 de chegada e 15 de partida) com origem ou destino na Argentina. No Rio Grande do Sul, dois voos também foram cancelados.

As companhias aéreas, como a LATAM e a Gol, emitiram comunicados recomendando que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se dirigirem aos aeroportos, devido à instabilidade da operação.

A Reforma Trabalhista de Milei em Debate

O projeto de reforma trabalhista, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, visa flexibilizar contratos, modificar regras de férias e facilitar demissões. O governo Milei negociou cerca de 30 alterações no texto original, buscando apoio político para sua aprovação. A expectativa é que a proposta seja votada em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março.

Principais Pontos da Reforma Trabalhista

  • Férias Flexíveis: Possibilidade de fracionamento em períodos mínimos de sete dias e negociação fora do período tradicional.
  • Restrições a Greves: Exigência de mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75% em setores essenciais.
  • Período de Experiência Ampliado: Até seis meses, podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos.
  • Jornada Flexível: Ampliação para até 12 horas diárias, com compensação.
  • Negociação Coletiva: Permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais.
  • Indenizações e Demissões: Redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado.
  • Informalidade: Eliminação de multas por falta de registro trabalhista e mecanismos de regularização.

Protestos e Medidas de Segurança

A greve geral é acompanhada por uma onda de protestos em todo o país. O governo Milei, em resposta, determinou que a imprensa siga “medidas de segurança” e advertiu sobre “riscos” nos protestos, estabelecendo uma “zona exclusiva” para a cobertura jornalística em frente ao Parlamento. Confrontos entre policiais e manifestantes já ocorreram, resultando em prisões.

Contexto Econômico e Social

A reforma trabalhista é vista por especialistas como uma das maiores em décadas, buscando a estabilização macroeconômica e o estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), o país tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados no terceiro trimestre de 2025, com uma taxa de desocupação de 6,6%.

Para mais informações: G1 – Greve geral na Argentina causa cancelamento de voos


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