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Inundações em Rio Branco: A Luta e o Apoio Essencial aos Indígenas Desabrigados Pela Cheia do Rio Acre

Inundações em Rio Branco: A Luta e o Apoio Essencial aos Indígenas Desabrigados Pela Cheia do Rio Acre

temp_image_1767300925.13244 Inundações em Rio Branco: A Luta e o Apoio Essencial aos Indígenas Desabrigados Pela Cheia do Rio Acre

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Inundações em Rio Branco: A Luta e o Apoio Essencial aos Indígenas Desabrigados Pela Cheia do Rio Acre

As recentes inundações em Rio Branco têm gerado um cenário de grande preocupação e mobilização. A força da natureza, manifestada pela cheia do Rio Acre, impactou severamente comunidades, desalojando famílias e exigindo uma resposta rápida e eficaz das autoridades. Dentre os mais afetados, estão 51 indígenas, pertencentes a seis famílias, que viram suas casas serem tomadas pelas águas e agora buscam abrigo e assistência.

Desde o dia 27 de dezembro, quando o transbordamento do rio atingiu o Bairro da Base, essas famílias foram retiradas de suas residências. Atualmente, encontram-se abrigadas na Escola Estadual Leôncio de Carvalho, localizada no bairro Vila Acre, onde recebem suporte contínuo do governo do Estado.

O Drama das Famílias Indígenas e a Resposta Governamental

A situação dos indígenas desabrigados é um reflexo direto dos desafios impostos pelas inundações em Rio Branco. A perda de seus lares e pertences representa não apenas um prejuízo material, mas também um abalo emocional profundo. Reconhecendo a urgência dessa crise humanitária, o governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), da Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), estabeleceu um plano de assistência abrangente.

No abrigo, a rotina dessas famílias é amparada por uma estrutura de apoio que garante o básico para sua sobrevivência e dignidade. Diariamente, são oferecidas três refeições – café da manhã, almoço e jantar – fornecidas pela SEASDH, além de kits de material de limpeza e higiene pessoal. Este cuidado essencial busca minimizar o impacto da tragédia e oferecer um mínimo de conforto em meio à adversidade.

Vozes de Resiliência e Gratidão em Meio à Crise

Apesar do cenário desolador, a gratidão e a resiliência emergem nas palavras daqueles que vivenciam o drama. Faustino Daureano Estevão Kaxinawá, morador da Aldeia Nova Jericó, em Santa Rosa do Purus, que mantinha uma casa alugada no Bairro da Base para seus filhos e genro, acadêmicos da Universidade Federal do Acre (Ufac), expressou seu alívio:

“Só tenho a agradecer ao governo por todo cuidado, assistência e interesse em nos ajudar no momento tão dramático, tão triste, que é ver nossa casa invadida pela água.”

Da mesma forma, Cristiane Nonato Kaxinawá, da Aldeia Novo Lugar, também em Santa Rosa do Purus e moradora da Base, ressaltou a importância da intervenção estatal:

“Fomos bem atendidos por todas as equipes do Estado num momento tão difícil e sem essa ajuda não consigo imaginar o que seria de nós.”

Um Compromisso Abrangente com os Povos Indígenas

A atuação das equipes vai além da assistência no abrigo. A Secretaria dos Povos Indígenas coordena todas as ações e, junto à Defesa Civil, monitora outras áreas habitadas por indígenas com risco de serem atingidas pelas inundações em Rio Branco, como Seis de Agosto e Sobral. A vice-governadora Mailza Assis, juntamente com as secretarias de Assistência Social e da Mulher, também está envolvida, conforme esclarecido pela secretária Francisca Arara.

A secretária Francisca Arara detalha que diagnósticos são realizados para identificar as carências específicas de cada família, garantindo encaminhamentos adequados. Seja para problemas de saúde, acionando a Secretaria Estadual de Saúde, ou para necessidades alimentares, envolvendo a assistência social – a Sepi mantém um acompanhamento constante.

“A missão demandada pelo governador é que a secretaria cuide, não só dos indígenas dos territórios, mas também dos indígenas do contexto urbano, que estão aqui por situações diversas”, destacou a secretária, reforçando o compromisso do Estado com a proteção e o bem-estar de todos os povos indígenas, independentemente de estarem em suas aldeias de origem ou em contextos urbanos.

As inundações em Rio Branco são um lembrete da vulnerabilidade de muitas comunidades frente aos fenômenos naturais, mas também da capacidade de resposta e solidariedade das instituições e da sociedade. O trabalho conjunto visa não apenas mitigar os efeitos imediatos da catástrofe, mas também fortalecer a resiliência e a dignidade desses povos.

Para mais informações sobre o trabalho de apoio a comunidades indígenas no Brasil, visite o portal da Funai.

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