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Líbia: O ‘Navio-Bomba’ à Deriva e os Riscos no Mediterrâneo

Líbia: O ‘Navio-Bomba’ à Deriva e os Riscos no Mediterrâneo

temp_image_1774642732.259807 Líbia: O 'Navio-Bomba' à Deriva e os Riscos no Mediterrâneo

Líbia Assume o Controle do ‘Navio-Bomba’ à Deriva, Mas o Problema Persiste

Após quase 20 dias à deriva, o navio-tanque russo Arctic Metagaz, seriamente avariado e carregado com mais de 50 mil toneladas de gás natural liquefeito e óleo diesel, foi finalmente contido pelo governo da Líbia. A saga do navio, que começou no dia 3 de março após um suposto ataque de drones ucranianos próximo à costa líbia, gerou grande preocupação devido ao risco de desastre ambiental e marítimo.

A Ameaça à Costa Líbia e a Decisão do Governo

O Arctic Metagaz, descrito como uma “bomba flutuante”, aproximou-se perigosamente de plataformas de petróleo líbias, a menos de 20 quilômetros da costa. Temendo uma colisão ou um desastre caso o navio afundasse, o governo líbio agiu rapidamente, assumindo o controle da embarcação. A Itália, que já havia classificado o navio como uma ameaça, não tomou medidas similares.

Um rebocador e dois barcos da Guarda Costeira líbia abordaram o navio para fixar cabos e rebocá-lo para uma área segura, fora das rotas de navegação do Mediterrâneo. O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento da Guarda Costeira líbia monitorará o deslocamento do Arctic Metagaz 24 horas por dia.

Condições do Navio e o Dilema da Solução Definitiva

A equipe que interceptou o navio relatou que ele está em condições precárias, com dois de seus quatro tanques de gases aparentemente intactos, a popa semi-afundada e um grande rombo no casco. O risco de naufrágio é alto.

A Líbia evitou um risco imediato, mas o problema permanece. O que fazer com o navio que ninguém quer? Afundá-lo de forma controlada ou encontrar um porto para esvaziá-lo são as opções em discussão, mas nenhum país se ofereceu para receber a embarcação.

A ‘Frota Fantasma’ e o Contexto Geopolítico

O Arctic Metagaz faz parte da chamada “Frota Fantasma”, composta por velhos cargueiros que transportam clandestinamente petróleo russo e derivados, driblando as sanções impostas após a invasão da Ucrânia. Isso explicaria a falta de ação do governo russo e do armador do navio.

O navio havia partido do porto de Murmansk, na Rússia, com destino ao Egito quando foi atacado. Seus 30 tripulantes escaparam, mas a embarcação ficou à deriva, sem ninguém a bordo.

Outra Ameaça no Horizonte: O SS Richard Montgomery

Enquanto a situação do Arctic Metagaz se desenrola, outro “navio-bomba” preocupa as autoridades na costa da Inglaterra. O SS Richard Montgomery, um navio americano da Segunda Guerra Mundial carregado com 9.000 bombas, jaz encalhado na foz do Rio Tâmisa. Com a intensificação do conflito no Oriente Médio, há o temor de um ataque que possa detonar as bombas, causando uma explosão devastadora e até mesmo tsunamis. Mais informações sobre o SS Richard Montgomery na BBC.

A questão das bombas no SS Richard Montgomery nunca foi resolvida devido ao risco de autodetonação durante a remoção. A situação exige atenção constante e soluções urgentes para evitar uma tragédia.

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