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Oruam: Rapper Julgado à Revelia e Novas Reviravoltas no Caso

Oruam: Rapper Julgado à Revelia e Novas Reviravoltas no Caso

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Oruam: Rapper Julgado à Revelia e Novas Reviravoltas no Caso

Oruam: Julgamento à Revelia e a Escalada de Problemas Judiciais

Por Hermano Freitas – Atualizado em 04/03/2026 às 19:03

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, enfrenta uma nova fase em seu conturbado histórico judicial. Foragido há mais de um mês, o artista agora é julgado à revelia na Justiça do Rio de Janeiro, acusado de tentativa de homicídio contra um delegado de polícia.

A Decisão Judicial e a Prisão Preventiva

A decisão de prosseguir com o julgamento sem a presença de Oruam foi tomada após sua ausência em uma audiência agendada para 23 de fevereiro. A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, decretou a prisão preventiva do rapper no início do mês, marcando uma nova audiência para o final de março.

Em sua decisão, a juíza declarou a revelia do acusado, considerando a falta de comparecimento e a ausência de um endereço válido para intimação:

“Decreto a revelia do acusado MAURO DAVI DOS SANTOS NEPOMUCENO, considerando que o mesmo não compareceu a este ato, tampouco apresentou endereço para intimação.”

A reportagem buscou contato com a defesa de Oruam, mas ainda aguarda um posicionamento oficial.

A Acusação: Tentativa de Homicídio e o Incidente com a Polícia

Oruam é acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) alega que, durante uma operação de busca e apreensão na residência do rapper, ele teria arremessado pedras de grande porte contra os policiais.

Defesa e as Alegações de Comorbidades

A defesa de Oruam solicitou a prisão domiciliar humanitária, alegando a existência de “comorbidades no pulmão”, sem especificar detalhes. Os advogados também argumentaram que o desligamento da tornozeleira eletrônica não foi intencional.

Revogação do Habeas Corpus e Violações ao Monitoramento Eletrônico

Em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou um habeas corpus concedido a Oruam, justificando a decisão pelo “desrespeito reiterado” às medidas cautelares, especialmente o uso da tornozeleira eletrônica. Segundo o STJ, o artista teria desligado o aparelho em 28 ocasiões em apenas 45 dias. A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) do Rio de Janeiro, por sua vez, informou que Oruam violou o monitoramento eletrônico 66 vezes desde novembro do ano passado.

Histórico Criminal e a Liberdade Condicional Revogada

O histórico criminal de Oruam inclui uma prisão preventiva em julho de 2025, por crimes como tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, ameaça e tentativa de homicídio contra policiais. Após mais de 60 dias preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, ele obteve a liberdade condicional em setembro de 2025, sob as condições de uso da tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e comparecimento periódico em juízo.

A Conexão com Marcinho VP

Oruam é filho de Marcinho VP, apontado pelo Ministério Público como uma das principais lideranças da facção Comando Vermelho. O rapper ganhou destaque na mídia em março de 2024, quando aproveitou sua apresentação no festival Lollapalooza, em São Paulo, para pedir publicamente a soltura de seu pai, que cumpre pena por crimes como homicídio e formação de quadrilha. Fonte: Folha de S.Paulo

O caso de Oruam continua a se desenrolar, com novas reviravoltas e desafios para a Justiça e para o próprio artista.


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