Carmen Lúcia e o Código de Ética do STF: Um Teste para a Autocorreção da Corte

Carmen Lúcia e o Código de Ética do STF: Um Teste para a Autocorreção da Corte
Por Octavio Guedes, Jornalista e comentarista da GloboNews.
O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para um momento crucial em sua história. A reunião agendada para 12 de fevereiro marca o início da discussão sobre o cronograma do tão aguardado Código de Ética da Corte. Este encontro representa o primeiro teste prático para o discurso de autocorreção proposto pelo ministro Edson Fachin, sinalizando uma nova fase para a instituição.
Um Novo Capítulo para o STF
A definição desta data não é apenas uma formalidade. O objetivo central é demonstrar que as palavras de Fachin não foram meramente retóricas de cerimônia. O STF precisa responder de forma institucional ao desgaste provocado por casos como o do Banco Master e à crescente percepção pública de que critérios claros para a conduta dos ministros são necessários.
Em jogo, está a capacidade de Fachin de transformar o projeto em realidade, enfrentando a resistência de uma ala, liderada por Gilmar Mendes, que enxerga a iniciativa como uma tentativa de limitar a atuação dos magistrados.
A Escolha Estratégica de Cármen Lúcia
Um detalhe significativo que demonstra a autoridade de Fachin nesta gestão é a mudança na nomenclatura: o que antes era chamado de “Código de Conduta” agora é oficialmente “Código de Ética”. Essa alteração eleva o tom da cobrança, colocando a moralidade do tribunal em um patamar superior.
A escolha da ministra Carmen Lúcia como relatora não foi aleatória. Fachin a selecionou deliberadamente, reconhecendo sua paixão por um código que estabeleça limites, como a participação de ministros em eventos patrocinados, e promova maior transparência nos casos de impedimentos envolvendo parentes. Ter uma aliada comprometida com a causa é um trunfo para evitar que o projeto seja enfraquecido internamente.
Reação às Críticas e Busca por Transparência
O tom adotado por Fachin na abertura do ano judiciário é visto como uma resposta às críticas sobre a ambiguidade das notas oficiais da Corte. A nova estratégia é separar a defesa da instituição da defesa de ações questionáveis ou duvidosas.
Para mais informações sobre o funcionamento do STF, consulte o site oficial do Supremo Tribunal Federal.
O Futuro do Código de Ética
A reunião de 12 de fevereiro é, portanto, um momento decisivo. Não se trata apenas de definir um calendário, mas de avaliar a capacidade de Fachin de concretizar sua visão de um STF mais transparente e ético. A participação ativa de Carmen Lúcia será fundamental para superar os obstáculos e garantir que o Código de Ética se torne uma realidade.
Acompanhe as próximas atualizações sobre este importante tema.
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