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Celso Amorim e a Crise no Oriente Médio: Lula Avalia Iniciativas Diplomáticas

Celso Amorim e a Crise no Oriente Médio: Lula Avalia Iniciativas Diplomáticas

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Celso Amorim e a Crise no Oriente Médio: Lula Avalia Iniciativas Diplomáticas

Celso Amorim e Lula em Alerta: Diplomacia Brasileira em Ação no Oriente Médio

Por Kellen Barreto, Túlio Amâncio, Fernanda Rouvenat, g1 e GloboNews — Brasília, 02/03/2026 13h20 – Atualizado 02/03/2026

O assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, manteve contato telefônico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta segunda-feira (2) para discutir a crescente tensão no Oriente Médio. A conversa ocorreu enquanto Lula se encontrava em Brasília e Amorim cumpria agenda no Rio de Janeiro.

Em entrevista à GloboNews, o chanceler adiantou que abordaria o tema com o presidente. Ambos líderes avaliaram os últimos desdobramentos da crise e as possíveis ações diplomáticas que o Brasil pode tomar, envolvendo o Itamaraty e a busca por uma solução negociada para diminuir as tensões na região.

A Declaração de Teerã: Uma Iniciativa Brasileira em 2010

Durante a ligação, Celso Amorim recordou ao presidente Lula os esforços da diplomacia brasileira em 2010, em parceria com a Turquia, para a elaboração da Declaração de Teerã. A iniciativa, que recebeu reconhecimento internacional, visava a resolução do impasse em torno do programa nuclear iraniano, mas foi rejeitada pelos Estados Unidos.

A Declaração de Teerã propunha que o Irã enviasse parte de seu urânio enriquecido para a Turquia, onde ficaria sob custódia internacional, em troca de combustível nuclear para um reator de pesquisas médicas. O objetivo era evitar novas sanções e abrir caminho para negociações, mas a proposta não obteve apoio dos EUA e não avançou.

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Lula e Celso Amorim em evento do Brics. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Avaliação de Impactos e Preparação para o Pior

O governo brasileiro está monitorando de perto os impactos da escalada de conflitos e os possíveis desdobramentos diplomáticos, inclusive em relação aos Estados Unidos. Celso Amorim enfatizou a necessidade de o Brasil se preparar para o pior cenário, considerando o potencial de escalada do conflito com o Irã.

Até o momento, o governo brasileiro emitiu uma nota expressando solidariedade às vítimas e pedindo o fim das ações militares na região do Golfo. O Ministério das Relações Exteriores também informou que o ministro Mauro Vieira conversou com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para discutir a situação e o fechamento do espaço aéreo na região, com preocupações sobre a segurança de brasileiros em aeroportos de Dubai e Abu Dhabi.

Encontro Lula-Trump em Risco?

A visita de Estado do presidente Lula a Washington, prevista para março, pode ser adiada devido à crise no Oriente Médio. As datas inicialmente consideradas eram entre 15 e 17 de março, mas o Itamaraty não descarta alterações na agenda, considerando o envolvimento direto dos Estados Unidos nos conflitos.

Cautela e o Direito Internacional

O Itamaraty mantém contato com as embaixadas de países afetados pelos ataques, como Israel, Irã e Emirados Árabes. O governo brasileiro adota uma postura de cautela, buscando equilibrar a relação com os Estados Unidos e manter a tradição de condenar guerras e conflitos. A preocupação também recai sobre o respeito às regras do direito internacional, abalado por eventos recentes como o sequestro de Nicolás Maduro na Venezuela.

Para mais informações sobre a crise no Oriente Médio, consulte:

Celso Amorim desempenha um papel crucial na análise e proposição de soluções para a crise, reafirmando o compromisso do Brasil com a paz e a estabilidade internacional.


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