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Crise na Venezuela e o Diálogo Lula-Trump: Tensões e Perspectivas para o Brasil

Crise na Venezuela e o Diálogo Lula-Trump: Tensões e Perspectivas para o Brasil

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Crise na Venezuela e o Diálogo Lula-Trump: Tensões e Perspectivas para o Brasil

Crise na Venezuela e o Diálogo Lula-Trump: Tensões e Perspectivas para o Brasil

Por Kellen Barreto, Ana Flávia Castro, Gustavo Garcia, Isabela Camargo, Isabella Calzolari, g1 — Brasília

26/01/2026 13h42 | Atualizado 26/01/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (26). O principal ponto da agenda foi a delicada situação na Venezuela, que culminou com a recente intervenção militar americana e a deposição do presidente Nicolás Maduro.

Primeiro Contato Pós-Intervenção

Esta foi a primeira comunicação direta entre Lula e Trump desde a controversa ação dos Estados Unidos na Venezuela, no início deste mês. Lula já havia expressado publicamente sua discordância com a intervenção, classificando-a como uma atitude desrespeitosa com a soberania latino-americana. A expectativa é que, durante a visita de Lula a Washington, agendada para os próximos meses, o presidente brasileiro reforce sua posição e busque um diálogo construtivo sobre o futuro da Venezuela.

Reforma da ONU no Radar

A instabilidade internacional serve de pano de fundo para Lula reiterar um antigo pleito: a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde seu primeiro mandato, em 2002, Lula defende uma ampliação dos membros permanentes do Conselho, buscando uma representação mais justa e equilibrada das nações no cenário global. Saiba mais sobre o Conselho de Segurança da ONU.

Detalhes da Conversa e Propostas

De acordo com a nota divulgada pelo governo brasileiro, Lula e Trump trocaram impressões sobre a Venezuela, com o presidente brasileiro enfatizando a importância da paz, da estabilidade regional e do bem-estar do povo venezuelano. Maduro, atualmente detido em território americano, é o centro das atenções.

A conversa, que durou 50 minutos, também abordou o convite de Trump para que o Brasil integre o Conselho da Paz, uma iniciativa americana. Lula, no entanto, não confirmou a adesão, propondo que o foco do conselho seja a questão humanitária, especialmente a situação na Faixa de Gaza, e que a Palestina tenha assento nos debates. A diplomacia brasileira demonstra cautela, buscando esclarecimentos técnicos sobre o estatuto proposto por Washington.

Parcerias Econômicas e Cooperação

Além da Venezuela e da reforma da ONU, Lula e Trump discutiram a situação econômica de seus países, avaliando as perspectivas positivas para o crescimento de ambas as nações. Trump destacou que o desenvolvimento econômico do Brasil e dos Estados Unidos beneficia toda a região das Américas.

Os presidentes também celebraram o bom relacionamento bilateral, que resultou na redução de tarifas sobre produtos brasileiros. Lula manifestou interesse em fortalecer a cooperação em áreas como a repressão à lavagem de dinheiro, o combate ao tráfico de armas e o intercâmbio de informações financeiras, propostas que foram bem recebidas por Trump.

Próximos Passos

A visita de Lula a Washington ainda não tem data definida, dependendo da agenda do presidente brasileiro, que inclui viagens à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro. A expectativa é que, após essas agendas, os governos brasileiro e americano confirmem a data do encontro.

Esta reportagem está em atualização.


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