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Crise no Estreito de Ormuz: Trump Aumenta a Pressão e o Mundo Reage

Crise no Estreito de Ormuz: Trump Aumenta a Pressão e o Mundo Reage

temp_image_1773686282.547229 Crise no Estreito de Ormuz: Trump Aumenta a Pressão e o Mundo Reage



Crise no Estreito de Ormuz: Trump Aumenta a Pressão e o Mundo Reage

Crise no Estreito de Ormuz: Trump Aumenta a Pressão e o Mundo Reage

O misto de apelo e ameaça feito por Donald Trump para que outros países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, ponto estratégico controlado pelo Irã, tem gerado reações diversas na comunidade internacional. Até o momento, a iniciativa não obteve o apoio esperado.

Na segunda-feira (16), governos do Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália rejeitaram a proposta, enquanto Japão, Coreia do Sul e Holanda avaliaram a possibilidade de enviar navios. Trump expressou sua insatisfação com a falta de entusiasmo de alguns aliados, especialmente o Reino Unido, e manifestou esperança de contar com o apoio da França.

A Estratégia Iraniana e o Impacto no Comércio Global

Com a recente escalada do conflito, o Irã tem buscado criar caos no comércio de petróleo global, forçando o acesso a reservas de emergência. A estratégia iraniana visa pressionar a comunidade internacional a buscar uma solução diplomática para o conflito, mantendo o regime islâmico no poder. No entanto, o sucesso dessa estratégia é incerto diante da contínua campanha aérea contra o Irã.

Diante da falta de resposta, Trump adotou uma postura mais ameaçadora, alertando que a falta de apoio europeu pode prejudicar o futuro da OTAN. O ex-presidente já havia pressionado os aliados a aumentarem seus gastos com defesa e a assumirem maior responsabilidade pela segurança europeia.

Reações Internacionais e a Busca por Alternativas

Diversos países europeus criticaram a ação militar, defendendo a diplomacia como a melhor forma de lidar com Teerã. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que o bloco não tem “apetite” para agir em Hormuz, ressaltando que a guerra não é da Europa.

Trump também buscou o apoio da China, sua rival estratégica e principal compradora de petróleo iraniano. No entanto, Pequim sinalizou que manterá a programação inicial de uma visita de Trump ao país.

O Irã, por sua vez, tem adotado uma postura ambígua, inicialmente ameaçando fechar o estreito e atacar navios e infraestrutura petrolífera de países vizinhos. Recentemente, o país afirmou que o estreito está aberto, permitindo a passagem de um petroleiro paquistanês sem incidentes.

Aumento da Tensão e Ataques Recentes

Apesar da aparente flexibilização, a tensão permanece alta. Os EUA afirmaram ter destruído 30 navios que posicionavam minas marítimas, enquanto o Irã continua a realizar ataques com mísseis e drones em toda a região. Recentemente, o terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi atingido, interrompendo embarques de navios.

O aeroporto de Dubai também foi fechado temporariamente após um drone iraniano explodir um tanque de combustível próximo ao terminal.

A situação no Estreito de Ormuz é complexa e volátil, com o potencial de desencadear uma crise global. A diplomacia e a busca por soluções pacíficas são essenciais para evitar uma escalada do conflito.

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