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Davi Alcolumbre: Investigação Revela Esquema de Fraudes e Lavagem de Dinheiro no Amapá

Davi Alcolumbre: Investigação Revela Esquema de Fraudes e Lavagem de Dinheiro no Amapá

temp_image_1773345887.740257 Davi Alcolumbre: Investigação Revela Esquema de Fraudes e Lavagem de Dinheiro no Amapá



Davi Alcolumbre: Investigação Revela Esquema de Fraudes e Lavagem de Dinheiro no Amapá

Davi Alcolumbre: Investigação Revela Esquema de Fraudes e Lavagem de Dinheiro no Amapá

A Polícia Federal (PF) está investigando um esquema de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, que envolve o segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), Breno Chaves Pinto. A investigação aponta para suspeitas de lavagem de dinheiro e conluio em contratos públicos.

Flagrante e Suspeitas

Breno Chaves Pinto foi flagrado pela PF sacando R$ 350 mil em espécie, em um episódio que levantou fortes suspeitas. O dinheiro foi retirado em uma agência bancária e o veículo utilizado para transportar o valor estava registrado em nome de uma empresa pertencente a primos do senador Davi Alcolumbre. A PF identificou que esses saques em espécie ocorriam logo após o recebimento de recursos provenientes de contratos públicos, configurando indícios de lavagem de capitais.

O Esquema de Fraudes

Segundo as investigações, Breno Chaves Pinto atuava como líder de um núcleo do esquema, exercendo influência no Dnit/AP e utilizando sua condição de suplente de senador para, em tese, praticar tráfico de influência. A PF apurou que o grupo simulava concorrência em licitações para direcionar contratos para empresas investigadas, com contratos que somam R$ 60,2 milhões.

Conexões Políticas e Saques Milionários

A investigação revelou saques sucessivos em espécie nas contas de Chaves Pinto que ultrapassam R$ 3 milhões, feitos em diferentes agências bancárias no Amapá. Diálogos interceptados pela PF indicam que o chefe do Dnit local agradecia ao suplente de Alcolumbre pelo aumento nos recursos enviados ao órgão, atribuindo a quantia às “tratativas do nosso senador”. Em outro trecho, o então superintendente pede que Chaves Pinto solicite a Alcolumbre que pressione o governo para liberar pagamentos.

Defesas e Negações

Breno Chaves Pinto afirmou que os saques são referentes a pagamentos a funcionários e prestadores de serviços de sua empresa. Davi Alcolumbre, por sua vez, negou qualquer relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente. Apesar das negações, as evidências coletadas pela PF apontam para um esquema complexo de fraudes e desvio de recursos públicos.

Investigações Anteriores

Em dezembro de 2022, Chaves Pinto já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal, na qual foram apreendidos cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo. A investigação anterior apurava fraudes e superfaturamento na mesma obra rodoviária no Amapá. A situação levanta questionamentos sobre a integridade do processo licitatório e a aplicação dos recursos públicos no estado.

A Importância da BR-156

A BR-156 é a principal via rodoviária do Amapá, com 823 km de extensão. A precariedade na manutenção da estrada afeta diretamente o acesso da população a serviços básicos, tornando a investigação e a punição dos responsáveis ainda mais urgentes.

Fontes:


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