Flávio Bolsonaro: Promessas de Campanha, Cortes e Críticas ao Governo Lula

Flávio Bolsonaro se Prepara para Apresentar Propostas de Campanha para 2026
Após um período de silêncio desde o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está se preparando para apresentar suas primeiras propostas de campanha. O momento escolhido é estratégico: logo após o Carnaval, quando Brasília retoma o ritmo de trabalho em 2026.
Compromisso com a Não Reeleição e Novas Direções
A primeira promessa formalizada deve ser um compromisso explícito contra a reeleição presidencial. Flávio Bolsonaro, caso eleito, não disputará um novo mandato em 2030, conforme informações do coordenador de sua pré-campanha, Rogério Marinho (PL-RN). Essa decisão busca diferenciar sua trajetória da de outros presidentes, como Lula, Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff, que buscaram a reeleição.
Um Novo Posicionamento e Propostas em Elaboração
Paralelamente ao compromisso de não reeleição, a equipe de Flávio Bolsonaro está trabalhando em propostas abrangentes para diversos temas importantes para o país. Há um esforço para apresentar uma imagem de moderação, buscando se distanciar de algumas das práticas do governo de seu pai, como a expansão do orçamento secreto e a abertura para indicações do Centrão.
Cortes de Gastos e Críticas à Política Econômica de Lula
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro já sinalizou suas prioridades: cortes de gastos, revisão de impostos, combate à corrupção e à burocracia. Ele critica duramente a política econômica do governo Lula, acusando-o de irresponsabilidade fiscal e de favorecer o sistema financeiro. Segundo Marinho, o pré-candidato defenderá uma “tesourada” em “impostos que o Lula ama criar”, em “gastos públicos desnecessários” e em “cargos para marajás e amigos”.
Reformas Estruturantes e Responsabilidade Fiscal
A proposta de Flávio Bolsonaro inclui uma linha clara de responsabilidade fiscal, visando estabilizar a dívida pública e revisitar reformas estruturantes, como as reformas trabalhista, previdenciária e administrativa. Há também críticas à reforma tributária, considerada prejudicial devido à falta de regulamentação e à influência de lobbies.
Denúncias de Captura da Presidência e Assalto a Estatais
Rogério Marinho também alega que a Presidência da República está sendo capturada por grupos de interesse, o que, somado ao suposto assalto a empresas estatais, estaria repetindo a crise de 2014 e 2015. Ele afirma que, sob o governo Lula, o sistema financeiro nunca esteve tão bem remunerado, com os maiores juros reais do mundo.
Fonte: Abril Day
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