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Glauber: Abin Investiga Oficial de Inteligência por Atividades em Canal do YouTube

Glauber: Abin Investiga Oficial de Inteligência por Atividades em Canal do YouTube

temp_image_1770523378.800775 Glauber: Abin Investiga Oficial de Inteligência por Atividades em Canal do YouTube



Glauber: Abin Investiga Oficial de Inteligência por Atividades em Canal do YouTube

Abin Investiga Oficial de Inteligência por Atividades em Canal do YouTube

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) abriu um processo administrativo disciplinar contra o oficial técnico de inteligência Glauber Mendonça, enquanto este se encontra em licença médica. A investigação se concentra nas atividades de Glauber em um canal no YouTube que possui mais de 3 milhões de inscritos.

De acordo com relatos de colegas, Glauber está afastado de suas funções desde o início de 2025 por motivos de saúde. No entanto, durante sua licença, ele tem se dedicado ativamente ao seu canal, onde se apresenta como policial penal federal e oferece dicas para concurseiros da área de segurança pública. O conteúdo do canal também inclui críticas a políticos e comentários sobre a segurança pública no Brasil.

Controvérsias e Decisões Judiciais

Em 2024, a Justiça determinou a suspensão de alguns conteúdos publicados por Glauber devido à disseminação de discurso de ódio e ao abuso do direito à liberdade de expressão. O canal, que se autodeclara como um espaço para “bater em político, deixar político constrangido”, tem gerado debates sobre os limites da crítica e da liberdade de expressão na internet.

Glauber foi notificado sobre o processo administrativo na semana passada, tendo agora prazo para apresentar sua defesa.

Acusações e Justificativas

A Abin acusa Glauber de não exercer suas atribuições com zelo e dedicação, além de exercer atividades incompatíveis com o cargo e o horário de trabalho. Em seus vídeos, Glauber relata trabalhar até 4h da manhã no canal, justificando a necessidade de “tempo para ser pai” e mencionando a existência de uma equipe que o auxilia na produção de conteúdo.

A Abin, por sua vez, argumenta que a lei nº 11.776 não exige dedicação exclusiva de oficiais técnicos de inteligência. A agência se absteve de comentar sobre o andamento do processo correcional em curso.

Tentativas de Contato

A reportagem tentou contato com Glauber Mendonça, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta matéria.

Este caso levanta questões importantes sobre a compatibilidade entre o serviço público e atividades paralelas que possam gerar conflitos de interesse ou comprometer a imagem da instituição. Acompanharemos o desenvolvimento deste processo e traremos novas informações assim que estiverem disponíveis.

Para mais informações sobre a atuação da Abin, consulte o site oficial: Agência Brasileira de Inteligência


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