×

Trump Recua em Tarifas contra o Brasil: O Impacto de Eduardo Bolsonaro e a Próxima Batalha Diplomática de Lula

Trump Recua em Tarifas contra o Brasil: O Impacto de Eduardo Bolsonaro e a Próxima Batalha Diplomática de Lula

temp_image_1763786021.147304 Trump Recua em Tarifas contra o Brasil: O Impacto de Eduardo Bolsonaro e a Próxima Batalha Diplomática de Lula

Trump Recua em Tarifas contra o Brasil: O Impacto de Eduardo Bolsonaro e a Próxima Batalha Diplomática de Lula

A política externa brasileira ferve! Em uma reviravolta diplomática significativa, os Estados Unidos, sob a influência do ex-presidente Donald Trump, recuaram nas onerosas tarifas de 40% sobre a importação de alguns produtos agrícolas brasileiros. Contudo, essa vitória parcial é apenas o prelúdio de uma nova e intensa negociação. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora intensifica os esforços para a remoção total de sanções aplicadas a autoridades e a suspensão completa da sobretaxa.

Este cenário complexo tem raízes profundas, envolvendo acusações de perseguição política, a figura de Jair Bolsonaro e o papel ativo de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, na busca por sanções contra o Brasil em território norte-americano.

O Contexto das Sanções: Da Lei Magnitsky às Tarifas de Trump

Desde julho, a relação entre Brasil e EUA foi marcada por tensões. A gestão de Donald Trump não apenas impôs tarifas, mas também adotou medidas drásticas, como a retirada de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de membros do governo brasileiro. A situação escalou com a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, relator da ação penal do plano de golpe no STF, e sua esposa. A justificativa dos EUA para essas ações era a suposta “perseguição” a Jair Bolsonaro, então em prisão domiciliar e posteriormente condenado por tramar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

À época, Trump, em sua carta a Lula anunciando as tarifas, chegou a mencionar explicitamente Bolsonaro, descrevendo a situação como uma “caça às bruxas”. Essas ações eram ecoadas por vozes como a do empresário Paulo Figueiredo, que, ao lado de Eduardo Bolsonaro, fez pressão por sanções e medidas restritivas contra o Brasil, buscando apoio entre setores conservadores nos EUA.

A Virada Diplomática: O Diálogo Lula-Trump e o Recuo nas Tarifas

A retirada parcial das tarifas é um ponto de virada. Fontes do Itamaraty, ouvidas pela CNN Brasil, classificaram a medida como um “gesto inicial positivo” desde a retomada do diálogo entre a Casa Branca e o Palácio do Planalto. A mudança de tom de Trump, que antes mencionava Bolsonaro em suas cartas e declarações, é notável.

O encontro rápido entre Lula e Trump nos bastidores da Assembleia Geral da ONU em setembro, e uma reunião mais longa na Malásia em outubro, parecem ter pavimentado o caminho para essa distensão. Embora Trump tenha expressado, em um momento específico, “sentir-se mal por Bolsonaro”, ele não voltou a usar o tema como justificativa para ações contra o Brasil após esses diálogos. Este silêncio é interpretado pela diplomacia brasileira como um sinal de que o “fator Bolsonaro” está sendo superado nas negociações.

A Estratégia do Governo Lula

  • Esclarecimento: O governo Lula tem focado em esclarecer a real situação jurídica do ex-presidente, reafirmando que ele teve direito a um julgamento justo e que as decisões são tomadas dentro do devido processo legal.
  • Pressão Contínua: O objetivo agora é convencer os EUA de que não há mais razões políticas para manter a suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky.
  • Comércio Bilateral: O Itamaraty reforça que o Brasil seguirá em negociações para a retirada das tarifas adicionais sobre o restante da pauta de comércio bilateral, buscando fortalecer os laços comerciais.

Contrapontos e Perspectivas Futuras

Enquanto o governo Lula celebra o recuo parcial nas tarifas como um resultado de suas negociações, há quem veja outras motivações. Paulo Figueiredo, por exemplo, argumenta que a medida foi impulsionada por pressões internas de inflação nos Estados Unidos, e não por uma concessão diplomática ao Brasil. Essa visão ressalta a complexidade das relações Brasil-EUA e como diferentes atores interpretam os movimentos geopolíticos.

Com o recuo nas tarifas de Trump, a atenção se volta agora para as sanções. A capacidade do governo Lula de despolitizar a relação e focar em interesses comerciais e diplomáticos será crucial. A próxima fase da diplomacia brasileira promete ser tão desafiadora quanto a anterior, com o legado das pressões de Eduardo Bolsonaro e a imprevisibilidade de Donald Trump ainda ecoando nos corredores do poder.

Para mais informações sobre as relações internacionais do Brasil, visite o site oficial do Ministério das Relações Exteriores.

Compartilhar: