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Cientista Brasileira Tatiana Sampaio e a Polilaminina: Uma Esperança para Lesões na Medula Espinhal

Cientista Brasileira Tatiana Sampaio e a Polilaminina: Uma Esperança para Lesões na Medula Espinhal

temp_image_1771556518.491528 Cientista Brasileira Tatiana Sampaio e a Polilaminina: Uma Esperança para Lesões na Medula Espinhal



Cientista Brasileira Tatiana Sampaio e a Polilaminina: Uma Esperança para Lesões na Medula Espinhal

A Polilaminina: Uma Luz no Fim do Túnel para Lesões na Medula Espinhal

Uma descoberta inovadora liderada pela cientista brasileira Tatiana Sampaio está reacendendo a esperança para milhares de pessoas que sofrem com lesões na medula espinhal. A polilaminina, uma substância experimental desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem demonstrado resultados promissores na regeneração de neurônios e reconexão de medulas espinhais lesionadas.

O Caso Inspirador de Romildo Leobino

O policial militar Romildo Leobino, de 46 anos, tornou-se o primeiro paciente no Maranhão a receber o tratamento com polilaminina. Baleado no pescoço durante uma operação policial, Romildo apresentou melhoras significativas em sua condição após a aplicação da substância. Segundo relatos, ele recuperou a força muscular, o controle do tronco e a capacidade respiratória.

“Após a aplicação da polilaminina já consigo até fazer força em uma das mãos… em uma das mãos, não, nas duas mãos. Não tô ainda conseguindo fechar, mas consigo apertar a mão das pessoas. Tô muito grato. A respiração melhorou significativamente”, declarou o policial militar.

A Ciência por Trás da Polilaminina

A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, uma proteína crucial para o desenvolvimento embrionário e a conexão entre os neurônios. A pesquisa, conduzida por Tatiana Sampaio há mais de 20 anos, visa replicar o ambiente favorável ao crescimento neuronal presente no início da vida.

A cientista conseguiu produzir em laboratório essa rede de proteínas que se torna mais escassa no organismo ao longo da vida. Estudos anteriores já demonstraram resultados positivos em animais e em um pequeno grupo de pacientes com paraplegia e tetraplegia, com alguns recuperando movimentos perdidos.

Próximos Passos: Aprovação da Anvisa

Atualmente, a polilaminina está na fase inicial de testes para aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A primeira etapa concentra-se na avaliação da segurança da substância, observando possíveis reações adversas. Cinco pacientes com lesão completa da medula espinhal receberão uma única aplicação da polilaminina, sendo acompanhados por seis meses.

Se os resultados forem positivos, as próximas fases do estudo clínico avaliarão a eficácia da polilaminina em devolver movimentos ao corpo. O caminho para que o medicamento chegue ao Sistema Único de Saúde (SUS) é longo, mas a esperança é palpável.

A Trajetória da Pesquisa

A pesquisa pioneira de Tatiana Sampaio começou há quase três décadas e envolveu a extração de proteínas de placentas humanas. Os resultados obtidos até agora são promissores, mas ainda é necessário realizar mais estudos para confirmar a eficácia e segurança da polilaminina em larga escala.

Para saber mais sobre a pesquisa, você pode consultar a reportagem completa do G1 Maranhão.

Etapas para a Aprovação do Medicamento

  • Concluir os estudos da fase 1, analisando a segurança do medicamento.
  • Ampliar os testes nas fases 2 e 3, avaliando a eficácia, doses adequadas e efeitos adversos.
  • Solicitar registro sanitário para comercialização.

A polilaminina representa um avanço significativo na busca por tratamentos eficazes para lesões na medula espinhal, e a dedicação da cientista brasileira Tatiana Sampaio é um exemplo de como a pesquisa científica pode transformar vidas.


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