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Evelin Camargo e o BIA-ALCL: Entenda o Linfoma Associado a Próteses Mamárias

Evelin Camargo e o BIA-ALCL: Entenda o Linfoma Associado a Próteses Mamárias

temp_image_1770344859.221869 Evelin Camargo e o BIA-ALCL: Entenda o Linfoma Associado a Próteses Mamárias



Evelin Camargo e o BIA-ALCL: Entenda o Linfoma Associado a Próteses Mamárias

Evelin Camargo Revela Diagnóstico de Linfoma Raro: O Que é o BIA-ALCL?

A influenciadora e comediante Evelin Camargo surpreendeu seus seguidores ao compartilhar seu diagnóstico de linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários (BIA-ALCL). A notícia reacendeu o debate sobre os riscos e a importância do acompanhamento contínuo para mulheres com próteses de silicone.

O relato de Evelin, que notou um inchaço repentino em uma das mamas no final de dezembro, levou a uma investigação que descartou a ruptura do implante, mas revelou a presença de um seroma tardio – acúmulo de líquido ao redor da prótese – anos após a cirurgia. Exames laboratoriais confirmaram o diagnóstico de BIA-ALCL, um tipo raro de linfoma que se desenvolve na cápsula fibrosa ao redor do implante.

O Que é o BIA-ALCL e Por Que Ele Acontece?

O BIA-ALCL não é um câncer de mama, mas sim um tipo de linfoma que se origina nas células do sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Segundo o Dr. Breno Gusmão, integrante do Comitê Médico da Associação Brasileira de Câncer do Sangue, o linfoma se manifesta na mama devido à inflamação crônica provocada pela prótese.

Apesar da causa exata ainda ser investigada, estudos apontam uma associação mais frequente com próteses de superfície texturizada. A cirurgiã plástica Fabiana Catherino explica que a textura da prótese pode favorecer a formação de biofilme bacteriano, mantendo o sistema imunológico ativado por longos períodos e contribuindo para a transformação maligna de células de defesa.

Sinais de Alerta e Diagnóstico Precoce

Fique atenta aos seguintes sinais:

  • Inchaço tardio da mama
  • Dor persistente
  • Assimetria súbita
  • Endurecimento ou nódulos

“Seroma tardio não é algo normal muitos anos depois da cirurgia. Ele precisa sempre ser avaliado”, alerta Fabiana Catherino. O diagnóstico envolve exame físico, exames de imagem e, em alguns casos, análise do líquido ou da cápsula com testes de imunohistoquímica.

Tratamento e Prognóstico

Na maioria dos casos, o tratamento consiste na retirada da prótese e da cápsula em bloco. Quando diagnosticado precocemente, o prognóstico costuma ser favorável. Em situações mais raras, com disseminação para linfonodos ou outros órgãos, pode ser necessário tratamento complementar, como quimioterapia ou imunoterapia.

O Que Muda Para Quem Tem Implante?

O caso de Evelin Camargo reforça a importância do acompanhamento contínuo para mulheres com implantes mamários. As agências reguladoras recomendam a realização de ressonância magnética cerca de cinco anos após a colocação da prótese e, posteriormente, a cada dois ou três anos, para avaliar tanto o implante quanto a cápsula ao redor dele.

“Alterações tardias não devem ser consideradas normais. Inchaço súbito, acúmulo de líquido, dor persistente, assimetria ou endurecimento da mama precisam sempre ser investigados”, enfatiza Catherino.

A informação clara e consciente é fundamental para que as mulheres possam tomar decisões informadas sobre o uso de próteses mamárias e assumir os riscos conhecidos e incertezas associados.

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