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Laís Souza: A Esperança Renovada para Lesões Medulares com a Polilaminina

Laís Souza: A Esperança Renovada para Lesões Medulares com a Polilaminina

temp_image_1771541265.650141 Laís Souza: A Esperança Renovada para Lesões Medulares com a Polilaminina

Laís Souza e a Revolução na Recuperação de Lesões Medulares: A Polilaminina

A comunidade científica brasileira celebra um avanço extraordinário na busca por soluções para lesões medulares. A pesquisadora da UFRJ, Tatiana Sampaio, e sua equipe, reacenderam a esperança de milhares de pessoas com a descoberta da polilaminina, uma molécula com potencial revolucionário para reverter danos à medula espinhal. A história de Laís Souza, atleta e símbolo de superação, inspira a busca por tratamentos eficazes, e a polilaminina surge como uma promessa concreta.

O que é a Polilaminina e como ela funciona?

A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, uma proteína naturalmente produzida pelo corpo humano. Essa proteína desempenha um papel crucial na conexão entre os neurônios, facilitando a comunicação e o funcionamento do sistema nervoso. Desenvolvida na UFRJ a partir da placenta humana, a polilaminina visa restaurar essa conexão em pacientes com lesões medulares.

Uma Jornada de Quase Três Décadas de Pesquisa

A pesquisa, iniciada em 1998, é liderada pela bióloga Tatiana Sampaio, coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Após anos de dedicação, a equipe desenvolveu um medicamento capaz de reverter ou minimizar as lesões, devolvendo movimentos a pacientes que antes não tinham esperança. Os resultados preliminares são impressionantes: em testes com oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos, seis deles recuperaram movimentos, incluindo um participante que voltou a andar sozinho após estar paralisado do ombro para baixo.

Aprovação da Anvisa e o Futuro dos Testes Clínicos

Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos estudos clínicos para avaliar a segurança e eficácia do medicamento no tratamento de lesões na medula espinhal ou coluna vertebral. A primeira fase do estudo será realizada com cinco pacientes voluntários, com o objetivo de estimular a formação de novas conexões nervosas e possibilitar a recuperação dos movimentos.

Impacto Econômico e a Perda da Patente Internacional

A descoberta da polilaminina já gerou um impacto econômico significativo para a UFRJ, rendendo R$ 3 milhões em royalties em dezembro de 2023 – o maior valor já recebido pela instituição. No entanto, a cientista lamenta a perda da patente internacional da polilaminina devido a cortes orçamentários que atingiram a UFRJ.

Parcerias e Apoio à Pesquisa

A pesquisa conta com a parceria do laboratório farmacêutico Cristália e o apoio da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). A colaboração entre instituições e empresas é fundamental para impulsionar a inovação e levar tratamentos eficazes aos pacientes.

Tatiana Sampaio: Uma Trajetória de Dedicação à Ciência

Apaixonada por ciência desde a infância, Tatiana Sampaio dedicou sua vida à pesquisa. Formada em Ciências Biológicas pela UFRJ, ela construiu uma carreira sólida no mundo acadêmico, com mestrado, doutorado e estágios de pós-doutorado em universidades renomadas nos Estados Unidos e na Alemanha. Atualmente, além de liderar a pesquisa com a polilaminina, ela também conduz um estudo com cães para avaliar os efeitos em lesões crônicas e é sócia e consultora científica da Cellen, empresa de produção de células-tronco para uso veterinário.

A história da polilaminina e de Tatiana Sampaio é um exemplo inspirador de como a ciência pode transformar vidas e oferecer esperança para aqueles que enfrentam desafios aparentemente insuperáveis. Acompanharemos de perto os próximos passos dessa pesquisa promissora.

Saiba mais sobre avanços na medicina regenerativa: National Center for Biotechnology Information

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