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Tragédia na Saúde: Menino Morre Após Erro Chocante com Adrenalina na Veia

Tragédia na Saúde: Menino Morre Após Erro Chocante com Adrenalina na Veia

temp_image_1764411161.247965 Tragédia na Saúde: Menino Morre Após Erro Chocante com Adrenalina na Veia

Tragédia na Saúde: Menino Morre Após Erro Chocante com Adrenalina na Veia

A morte do pequeno Benício Xavier, de apenas 6 anos, em um hospital de Manaus, transformou a dor de uma família em um clamor nacional por justiça e segurança do paciente. O caso, que envolve a administração equivocada de adrenalina na veia da criança, levanta sérias questões sobre protocolos médicos e a responsabilidade profissional, reverberando por todo o país.

Médica Admite Erro Crucial na Prescrição Fatal

Conforme revelado em um relatório confidencial do Hospital Santa Júlia, que teve acesso exclusivo pela Rede Amazônica e foi enviado à Polícia Civil, a Dra. Juliana Brasil Santos, responsável pelo atendimento de Benício, reconheceu ter cometido um grave erro. A médica prescreveu a aplicação de adrenalina na veia da criança, uma via de administração que se provou fatal. O menino morreu logo após receber a medicação, em um desfecho trágico que poderia ter sido evitado. Este incidente destaca a importância da vigilância e correção de erros de medicação em ambientes hospitalares, especialmente em casos envolvendo pacientes pediátricos.

O Drama Familiar e a Suspeita de Homicídio Doloso

Os pais de Benício, em depoimento emocionado, relataram que a criança foi levada ao hospital com sintomas leves de tosse seca e suspeita de laringite. A prescrição inicial da médica incluía, entre outras coisas, três doses de adrenalina intravenosa, 3ml a cada 30 minutos. Mesmo diante dos questionamentos da família e da técnica de enfermagem, que nunca havia aplicado adrenalina por essa via, a medicação foi administrada. Logo após a primeira dose, o quadro de Benício piorou drasticamente, apresentando taquicardia, palidez cutânea e dificuldade para respirar, culminando em múltiplas paradas cardíacas e seu falecimento nas primeiras horas de domingo.

A Polícia Civil, diante das evidências e da gravidade do caso, investiga a médica por homicídio doloso, alegando que houve intenção de matar ou que ela assumiu o risco da morte ao prescrever a medicação de forma incorreta. O delegado responsável pelo caso enfatizou a necessidade de garantir que tais erros não se repitam, protegendo outras vidas. No entanto, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) concedeu um habeas corpus preventivo à Dra. Juliana, impedindo sua prisão durante a investigação que apura a morte do menino Benício Xavier.

Troca de Acusações e Busca por Respostas

A complexidade do caso aumentou com a troca de acusações entre a médica e a técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, que foi quem efetivamente aplicou a dose. Ambas cobriram os rostos ao chegar para depor na delegacia. A técnica alegou ter apenas seguido as ordens da médica, gerando versões divergentes que, segundo a polícia, levarão a uma acareação para esclarecer os fatos. A defesa da Dra. Juliana, por sua vez, contesta a tipificação de homicídio doloso, defendendo que a médica não agiu com intenção.

O relatório da UTI Pediátrica confirmou que o menino Benício deu entrada após a “administração errônea de adrenalina na veia”, apresentando taquicardia, palidez e dificuldade respiratória, além de um quadro de “infecção por drogas que afetam o sistema nervoso”. A sequência de eventos fatais, incluindo a intubação e as seis paradas cardíacas, foi narrada pelo pai, que testemunhou o sofrimento do filho em seus últimos momentos.

O Clamor por Justiça e a Segurança do Paciente

Em meio à dor e ao luto, a família de Benício faz um apelo contundente: “Queremos justiça pelo Benício e que nenhuma outra família passe pelo que estamos vivendo. O que a gente quer é que isso nunca mais aconteça. Não desejamos essa dor para ninguém.” O Hospital Santa Júlia, em nota, informou que afastou os profissionais envolvidos e abriu uma investigação interna pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente, mas não fará mais declarações devido à investigação policial em curso. Casos como o de Benício reforçam a necessidade de protocolos rigorosos e da promoção da segurança do paciente em todas as unidades de saúde.

A história de Benício Xavier é um lembrete doloroso de que a vida de um paciente, especialmente a de uma criança, está nas mãos dos profissionais de saúde. A busca por clareza, responsabilidade e justiça neste caso é essencial para evitar futuras tragédias e para restaurar a confiança naqueles que juraram salvar vidas. Este triste evento serve como um alerta para a constante necessidade de revisão e aprimoramento dos procedimentos médicos em todo o sistema de saúde brasileiro.

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