A Evolução das WAGs: De Acompanhantes de Luxo a Potências do Marketing Pessoal

O Fenômeno das WAGs: Muito Além dos Gramados
Se você acompanha a cobertura esportiva, especialmente em grandes eventos como a Copa do Mundo, certamente já se deparou com o termo WAGs. A sigla, que vem do inglês “Wives and Girlfriends” (esposas e namoradas), define as parceiras dos atletas de elite. Mas o que começou como um rótulo de tabloides transformou-se em um verdadeiro ecossistema de negócios e influência.
A Era Victoria Beckham e o Luxo Ostensivo
O termo ganhou força global durante o Mundial de 2006, personificado por Victoria Beckham. Naquela época, as WAGs eram vistas sob uma lente pejorativa: eram as mulheres do “power dressing”, que transformavam as arquibancadas em passarelas de luxo. Bolsas caríssimas e roupas extravagantes eram a regra, consolidando a imagem de figuras secundárias e, por vezes, fúteis na narrativa do futebol.
A Virada de Chave: Do Ostentação ao Quiet Luxury
Vinte anos depois, o cenário mudou drasticamente. Hoje, as WAGs não são mais meras acompanhantes; elas são protagonistas de suas próprias marcas. Com contratos publicitários milionários e milhões de seguidores, elas utilizam a visibilidade da Copa para alavancar seus negócios.
No entanto, a estratégia de marketing evoluiu. Em um mundo onde o “Quiet Luxury” (luxo silencioso) é a tendência dominante, a ostentação escancarada passou a ser vista como ultrapassada. Exibir bolsas de R$ 100 mil ou R$ 200 mil — como visto em aparições de parceiras de jogadores como Bruno Guimarães e Lucas Paquetá — pode ser uma escolha pessoal, mas, do ponto de vista de branding pessoal, gera pouca conexão com o público atual.
Estudo de Caso: O Sucesso de Karoline Lima
Enquanto algumas ainda apostam no luxo visual, outras entenderam que a autenticidade é a moeda mais valiosa das redes sociais. Um exemplo notável é Karoline Lima, namorada de Léo Pereira.
Karoline conseguiu equilibrar o universo do luxo com a realidade do torcedor. Sua estratégia de sucesso inclui:
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- Conteúdo Genuíno: Mostra os bastidores reais do campeonato e o clima das ruas.
- Interação: Entrevista torcedores e figuras chave, humanizando sua imagem.
- Autoridade Profissional: Utiliza sua formação como jornalista para analisar a cultura pop, posicionando-se como uma “jornalista pop”.
Conclusão: A Nova Era da Influência
A análise, ecoando reflexões profundas como as encontradas nas colunas do Estadão, mostra que o valor de uma figura pública hoje não está no que ela carrega no braço, mas na capacidade de gerar identificação e valor agregado. As WAGs que prosperam são aquelas que transformam a vitrine da Copa em uma plataforma de comunicação estratégica, e não apenas em um desfile de grifes.
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