×

Crônicas de Arthdal: O Dorama de Song Joong Ki foi um Fracasso ou é Incompreendido?

Crônicas de Arthdal: O Dorama de Song Joong Ki foi um Fracasso ou é Incompreendido?

temp_image_1778008292.74479 Crônicas de Arthdal: O Dorama de Song Joong Ki foi um Fracasso ou é Incompreendido?

O Enigma de Crônicas de Arthdal: Investimento Milionário vs. Recepção do Público

No mundo das produções audiovisuais, existe um medo constante nas produtoras: investir pesado em um projeto e não ter o retorno esperado em audiência. Quando falamos de K-dramas, Crônicas de Arthdal é um dos exemplos mais emblemáticos dessa dualidade. Estrelando o carismático Song Joong Ki — conhecido mundialmente por seu papel em Vincenzo — a série apostou tudo para se tornar um marco da televisão coreana.

Lançado em 2019, o dorama não economizou. Com um orçamento astronômico de 54 bilhões de wons (aproximadamente R$ 214 milhões), a obra se posicionou como um dos K-dramas mais caros da história, investindo massivamente em efeitos visuais, cenários grandiosos e um elenco de peso. No entanto, os números de audiência não acompanharam a magnitude do investimento, gerando a pergunta: o “flop” foi merecido ou estamos diante de uma obra incompreendida?

Mergulhando no Universo de Arth: A Trama

A história se passa na mítica terra de Arth, em um período ancestral onde as tribos começam a dar lugar às primeiras estruturas de civilização. É um cenário fértil para conflitos de poder, profecias ancestrais e batalhas épicas.

O enredo gira em torno de três pilares principais:

  • Eunseom (Song Joong Ki): Um jovem meio-humano e meio-neandertal que carrega o peso de um destino extraordinário.
  • Tagon (Jung Jae-won): Um guerreiro ambicioso e implacável, cujo único objetivo é dominar Arthdal.
  • Tanya: A herdeira espiritual da tribo Wahan, essencial para o equilíbrio do mundo.

O conflito explode quando a pacífica tribo Wahan é devastada pelos soldados de Arthdal. Separado de seu povo, Eunseom inicia uma jornada perigosa de resgate, descobrindo que seu próprio nascimento pode ser a chave para uma profecia capaz de mudar a história da humanidade.

Por que Crônicas de Arthdal divide opiniões?

Se você busca uma narrativa ágil e direta, Crônicas de Arthdal pode ser um desafio inicial. A série exige paciência do espectador, pois dedica boa parte do começo à construção de um mundo inteiramente novo, com regras próprias, linguagens e contextos políticos complexos.

Muitos espectadores desistiram nos primeiros episódios, mas aqueles que persistiram descobriram uma trama que se torna cada vez mais intensa. A evolução das alianças e a tensão crescente entre Eunseom e Tagon transformam a série em uma experiência envolvente. Por isso, muitos fãs defendem que a obra foi injustiçada: ela não é ruim, ela apenas pede tempo para engrenar.

Elenco e Desempenho Técnico

Além da performance sólida de Song Joong Ki, a série conta com talentos como Jang Dong-gun, Kim Ji-won e Kim Ok-vin. Tecnicamente, a produção é impecável, elevando o nível de fantasia nos dramas coreanos.

Apesar disso, a Korea Herald destacou na época que a audiência na tvN ficou aquém das expectativas, oscilando entre 5,8% e 7,7%. Para um projeto desse porte, esses números foram considerados baixos pelo mercado.

Veredito Final: Vale a pena assistir?

Se você é fã de fantasia, intrigas políticas, mitologia e histórias de superação, a resposta é sim. Disponível na Netflix, Crônicas de Arthdal oferece algo diferente do habitual nos doramas românticos.

Pontos Fortes:

  • Atuação magistral de Song Joong Ki.
  • World-building (construção de mundo) rico e detalhado.
  • Visual cinematográfico.

Pontos Fracos:

  • Ritmo lento nos episódios iniciais.
  • Complexidade que pode afastar o público casual.

Em resumo: dê uma chance a esta obra. A paciência é recompensada com um universo intrigante e personagens profundos que fogem do óbvio.

Compartilhar: