Ella Beatty brilha em ‘Monster: The Lizzie Borden Story’: Entre o Visceral e o Absurdo

Ella Beatty e a Nova Face do Horror em ‘Monster: The Lizzie Borden Story’
A antologia Monster, do visionário Ryan Murphy, está de volta à Netflix para explorar um dos casos criminais mais emblemáticos da história americana: os assassinatos com machado da família Borden em 1892. Desta vez, o centro das atenções recai sobre a talentosa Ella Beatty, que assume o papel da controversa Lizzie Borden.
A série não é apenas um relato histórico; é descrita como um “sonho febril” banhado a sangue. Com uma estética que oscila entre o grotesco e o requintado — lembrando por vezes o estilo simétrico de Wes Anderson — a produção mergulha em temas tabus e provocações visuais que prometem dividir opiniões.
Uma Abordagem Provocadora e Visceral
Diferente de outras adaptações, Monster: The Lizzie Borden Story toma um rumo inesperado ao focar intensamente na biologia feminina e nas pressões da época. A trama utiliza a menstruação e a repressão sexual como catalisadores para a instabilidade mental de Lizzie, interpretada por Ella Beatty.
A narrativa explora a relação complexa entre Lizzie, sua madrasta Abby (vivida por Rebecca Hall) e seu pai Andrew (Charlie Hunnam). O roteiro, assinado por Ian Brennan, transforma a casa dos Borden em um cenário de tensão constante, onde o sangue não aparece apenas nos crimes, mas como um símbolo de libertação e tormento.
Destaques do Elenco e Atuações
Enquanto a série é criticada por alguns por priorizar o choque em detrimento da profundidade psicológica, as atuações são amplamente elogiadas:
- Ella Beatty: Traz uma vulnerabilidade perturbadora a Lizzie, conseguindo transitar entre a inocência juvenil e a frieza de uma assassina.
- Rebecca Hall: Entrega uma performance poderosa, elevando o nível de qualquer cena em que aparece, mesmo em um roteiro beirando o absurdo.
- Charlie Hunnam: Adiciona a camada necessária de rigidez patriarcal ao papel de Andrew Borden.
Estilo Visual vs. Substância Histórica
Para quem busca a precisão histórica detalhada de documentários do IMDb ou livros de True Crime, a série pode parecer “bonkers” (louca). A produção opta por metáforas visuais, como decapitações simbólicas e relacionamentos intensos, em vez de analisar os preconceitos sociais que levaram à absolvição de Lizzie Borden na vida real.
No entanto, é impossível negar a energia e o brio da obra. É um exercício de estilo que desafia o espectador e coloca Ella Beatty no mapa como uma promessa do drama e do horror psicológico.
Vale a pena assistir?
Se você gosta de produções que não têm medo de ser extravagantes, polêmicas e visualmente deslumbrantes, Monster: The Lizzie Borden Story é imperdível. Mesmo que a trama pareça ter sido improvisada no caminho, a química do elenco e a ousadia de Ryan Murphy garantem horas de entretenimento visceral.
Onde assistir: A série está disponível integralmente no catálogo da Netflix.
Compartilhar:


