ESPN remove influenciador após falas racistas e misóginas: O impacto da ética na era das Bets

Polêmica na ESPN: Influenciador é removido de transmissões após histórico de falas preconceituosas
O cenário das transmissões esportivas no Brasil acaba de enfrentar um episódio delicado que reacende o debate sobre a responsabilidade de influenciadores digitais e a curadoria de talentos por grandes grupos de mídia. O Grupo Disney, responsável pela ESPN, decidiu retirar do ar o influenciador Eduardo Baptista, conhecido como Gol do Rayo, pouco tempo após anunciá-lo como parte de um novo projeto de comentários.
Baptista, que deveria integrar o time de análise do Game Day ESPN, não apareceu na estreia do projeto durante a partida entre Arsenal e Coventry City. No link de transmissão do Disney+, a imagem do influenciador foi removida, mantendo-se apenas os demais integrantes: Lucas Tylty, Rennan Bragança, Filipe Freitas (El Barba) e Vitor Sandro (ZZ).
O motivo da exclusão: Racismo e Misoginia
A decisão da emissora não ocorreu ao acaso. O histórico de Eduardo Baptista nas redes sociais revelou declarações inaceitáveis que ferem os códigos de ética de qualquer empresa global. Entre as polêmicas que levaram ao desligamento, destacam-se:
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- Misoginia: Em 2024, o influenciador publicou comentários degradantes e sexistas sobre uma skatista de apenas 14 anos que competia nos Jogos Olímpicos. Embora tenha tentado se retratar posteriormente, alegando desconhecer a idade da atleta, a gravidade da fala causou repúdio.
- Racismo: Em 2021, Baptista utilizou expressões racistas no Twitter/X ao se referir a uma maré de azar, mencionando a apresentadora Xuxa de forma pejorativa. Na época, ele justificou a fala como sendo uma “expressão comum no Rio de Janeiro”, tentativa que não eliminou o caráter discriminatório da frase.
A conexão com o mercado de Bets e o Branding Esportivo
Atualmente, vivemos a era de ouro do entretenimento esportivo integrado às bets. Com o crescimento exponencial das plataformas de apostas esportivas, a figura do influenciador tornou-se a ponte principal entre as marcas e o público. No entanto, esse modelo de negócio traz um risco elevado: o brand safety.
Para as empresas do setor de bet e para gigantes como a Disney, associar sua imagem a personalidades que propagam discursos de ódio pode gerar prejuízos financeiros e danos irreparáveis à reputação. A rapidez com a qual a ESPN removeu o influenciador demonstra que o mercado não tolera mais a “estética do polêmico” quando ela ultrapassa a linha do respeito humano.
O que isso ensina sobre a influência digital?
O caso de Eduardo Baptista serve como um alerta para criadores de conteúdo e agências. A internet não esquece, e a contratação de figuras públicas para grandes projetos agora passa por um rigoroso processo de background check. A ética, que antes era vista como um detalhe, tornou-se um ativo essencial para quem deseja monetizar sua imagem no esporte.
Para acompanhar mais atualizações sobre a cobertura esportiva e as diretrizes de conduta na mídia, recomendamos visitar o portal oficial da ESPN Brasil.
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