Felipe Neto pede desculpas após erro sobre Tranca-Rua e religiões de matriz africana

Felipe Neto se desculpa publicamente por erro envolvendo Tranca-Rua e Religiões de Matriz Africana
O influenciador Felipe Neto, uma das figuras mais populares da internet brasileira, utilizou suas redes sociais para pedir perdão público após cometer um equívoco grave em um de seus vídeos. O incidente ocorreu durante uma gameplay no canal Felipe Neto Joga, onde o criador de conteúdo associou erroneamente o termo religioso “Tranca-Rua” a figuras demoníacas.
Durante a transmissão de um jogo de terror, Felipe utilizou a expressão de forma pejorativa, afirmando: “Medo do cramulhão, mesmo. Medo do tranca-rua. Não sei os nomes que dão para o diabo”. A fala rapidamente gerou repercussão, levando o influenciador a buscar informações e reconhecer a falha.
O reconhecimento do erro e o pedido de perdão
Demonstrando maturidade ao lidar com a crítica, Felipe Neto publicou um comunicado admitindo a ignorância sobre o tema. Ele destacou que acreditava que o termo fosse apenas um apelido para o diabo, mas descobriu que se trata de uma entidade respeitada em religiões de matriz africana.
“Peço perdão a quem é de religião de matriz africana. Foi por ignorância. Aprendi e nunca mais repetirei”, escreveu o influenciador, enfatizando que a associação de Exu com o mal é fruto de um processo histórico de demonização dessas crenças.
Quem é Tranca-Rua e qual a importância de Exu?
Para entender a gravidade do equívoco e a importância do aprendizado, é essencial compreender o papel de Exu nas tradições religiosas brasileiras. Ao contrário do que o senso comum (muitas vezes influenciado por preconceitos) sugere, Exu não é o “diabo”.
Tranca-Rua (ou Tranca-Ruas) é uma importante falange de Exus. Nas religiões como a Umbanda e a Quimbanda, ele é visto como:
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- Guardião dos Caminhos: Responsável por abrir ou fechar passagens na vida dos fiéis.
- Protetor Espiritual: Atua na limpeza astral e na proteção contra energias negativas.
- Elo de Comunicação: Exu é a entidade da comunicação, do movimento e da dinâmica social.
A luta contra a intolerância religiosa
O episódio serve como um lembrete sobre a necessidade de educação e respeito às diversas manifestações de fé no Brasil. A demonização de entidades de matriz africana é uma forma de violência simbólica que alimenta a intolerância religiosa.
Ao corrigir sua fala e explicar a função de Exu para seus milhões de seguidores, Felipe Neto transforma um erro em uma oportunidade de conscientização, reforçando que o conhecimento é a melhor arma contra o preconceito.
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