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João Saldanha e a Saga do Tri: A Emoção de ‘Brasil 70’ na Netflix

João Saldanha e a Saga do Tri: A Emoção de ‘Brasil 70’ na Netflix

temp_image_1780095804.866845 João Saldanha e a Saga do Tri: A Emoção de 'Brasil 70' na Netflix

Brasil 70: A Netflix revive a glória do Tricampeonato Mundial

Com a expectativa para a próxima Copa do Mundo crescendo, a Netflix chega com um “chute certeiro” ao lançar a série Brasil 70 – A Saga do Tri. A produção mergulha na trajetória épica da Seleção Brasileira, partindo do traumático fracasso na Copa de 1966 na Inglaterra até a consagração máxima no México em 1970, quando o mundo viu o Brasil erguer a Taça Jules Rimet.

Entre a Ficção e a Realidade: Um Docudrama Envolvente

Diferente de um documentário tradicional, Brasil 70 é classificado como um docudrama. Dirigida por Paulo e Pedro Morelli, a obra utiliza a ficção baseada em fatos para preencher as lacunas da história, recriando diálogos e cenas que, embora não possuam registros oficiais, respeitam a essência dos acontecimentos reais.

A produção da O2 Filmes buscou a máxima veracidade através de pesquisas profundas em livros e reportagens, utilizando a licença poética apenas para intensificar a carga dramática dos personagens.

O Lado Humano de Pelé e Zagallo

Um dos pontos altos da série é a humanização de ídolos quase divinizados. Lucas Agrícola entrega uma atuação surpreendente como Pelé, revelando traumas de infância e vulnerabilidades que o público raramente associou ao Rei do Futebol.

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  • Pelé: A série explora a faceta humana do astro, mostrando que por trás do gênio existia um homem com medos e dores.
  • Zagallo: Interpretado por Bruno Mazzeo, o técnico é retratado em momentos de extrema tensão, incluindo o episódio real em que perdeu a voz na reta final da Copa.

João Saldanha: O Comunista na Seleção sob a Ditadura

O coração político da trama gira em torno de João Saldanha, magistralmente interpretado por Rodrigo Santoro. A série expõe a contradição fascinante de ter um jornalista e comunista à frente da seleção brasileira durante os “anos de chumbo” do governo Médici.

Saldanha, conhecido como “João Sem Medo”, foi o arquiteto da recuperação técnica do time, convocando as famosas “feras do Saldanha”. No entanto, sua língua afiada e ideologia divergente do regime militar levaram ao seu afastamento apenas três meses antes do Mundial. A série destaca a tentativa do governo de usar o futebol como propaganda do “Brasil que dá certo”, enquanto Saldanha ironizava: “Melhor 100 mil no estádio do que 100 mil nas ruas”.

Imersão Visual e a Busca pelo Hexa

Tecnicamente, a série é impecável. Com gravações no Brasil e no México, a produção utiliza ângulos inovadores e som ultrarrealista para colocar o espectador dentro de campo. As famosas jogadas de Pelé e o gol final de Carlos Alberto Torres são recriados com uma câmera lenta que suspende o tempo, elevando a emoção de quem assiste.

Mais do que relembrar o passado, Brasil 70 serve como inspiração para a atual geração. A obra convida o país a se reapropriar da camisa amarela, independentemente de posições políticas, unindo a nação no desejo comum de conquistar o tão sonhado hexacampeonato.

Para quem quer entender a alma do futebol brasileiro e a complexidade da história do Brasil, esta série é parada obrigatória. Como diria o icônico João Saldanha: “Vida que segue”, mas agora com a memória renovada pela tela da Netflix.

Para saber mais sobre a história oficial da seleção, visite o site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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