Supergirl: A Nova Aposta da DC Studios é ‘Punk Rock’ ou Apenas um Roteiro Fraco?

Supergirl: Entre a Rebeldia Forçada e a Decepção Cinematográfica
A expectativa em torno do novo universo da DC Studios, sob o comando de James Gunn, era imensa. Após a recepção mista, mas promissora, do reboot do Superman, todos esperavam que Supergirl consolidasse a nova direção da franquia. No entanto, o resultado final parece estar mais interessado em parecer disruptivo do que em, de fato, entregar uma narrativa sólida.
O grande problema do filme reside em sua tentativa desesperada de ser “punk rock”. Para quem não sabe, o verdadeiro espírito punk é a subversão e a autenticidade; mas quando um grande estúdio corporativo tenta vender essa imagem, o resultado costuma ser, no mínimo, constrangedor.
Uma Protagonista Sem Rumo
Diferente da heroína solar e inspiradora que conhecemos nos quadrinhos, a Kara Zor-El de Milly Alcock é apresentada como uma espécie de “andarilha interplanetária”. Em vez de trajes coloridos e salvamentos heroicos, encontramos uma personagem bebendo em bares de planetas decadentes, vestindo camisetas de bandas e envolta em uma aura de androginia dos anos 70.
Embora Alcock tenha carisma e a aparência ideal para a personagem, o roteiro de Ana Nogueria a entrega de forma unidimensional. Kara parece mais uma adolescente rebelde perdida do que uma heroína com profundidade emocional, tornando difícil para o público se conectar com suas motivações.
Trama Raseira e Vilões Derivativos
Se você espera uma epopeia espacial, prepare-se para a simplicidade. A trama de Supergirl gira em torno de dois objetivos básicos: salvar o cão Krypto (que foi atingido por um dardo venenoso) e ajudar Ruthye Marye Knoll a se vingar de Krem.
- Krem: O vilão é uma cópia pálida de personagens de Mad Max, com um visual carregado de piercings e um sotaque indefinido, mas sem qualquer magnetismo que o torne ameaçador.
- Ruthye: Uma personagem movida puramente pelo desejo de vingança, cujos diálogos beiram a petulância estóica, sem espaço para nuances.
Visual Datado e a Falha do Roteiro
James Gunn prometeu que nenhum filme entraria em produção sem um roteiro “rocha sólida”. Infelizmente, Supergirl prova que essa promessa não foi cumprida. O filme sofre de um vazio narrativo que tenta ser preenchido com efeitos visuais que lembram, para pior, a cena da cantina de Star Wars, mas sem o charme original. As criaturas alienígenas parecem saídas de um filme de fantoches, perdendo a mão na estética do “estranho”.
Pontos Altos: Lobo e Superman
Nem tudo é desolador. A entrada de Jason Momoa como Lobo traz a energia caótica e suja que o filme precisava. Momoa, com seu visual de integrante do Kiss, injeta vida em uma produção que, de resto, é letárgica. Já a aparição de David Corenswet como Superman serve apenas para lembrar ao espectador como a dinâmica entre os primos poderia ter sido melhor explorada.
Veredito Final
Com a direção de Craig Gillespie, que já provou seu talento em Cruella, esperava-se um toque de sagacidade e humanismo. Em vez disso, recebemos um produto genérico, envolto em uma pretensão de rebeldia que não convence. Supergirl tenta ser punk, mas termina sendo apenas mais um exemplo de como um roteiro fraco pode derrubar qualquer potencial de super-heroísmo.
Para saber mais sobre as próximas produções da DC Studios, continue acompanhando nossas atualizações.
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